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CAPA


“A transformação foi total. Antes os cartó-


rios funcionavam dentro dos fóruns. Eram salas com cerca de 12 m² onde funcionavam autenticação, reconhecimento de firma, pro- curações e vários outros serviços. Hoje temos instalações infinitamente melhores, com salas individuais para cada tipo de ato. O prédio de um único cartório hoje é o mesmo tamanho do local onde funcionavam todos os cartórios da cidade antes”, conta Emanuelle, que também é titular do 2º Ofício de Notas de Juazeiro. Mudaram ainda a quantidade de funcioná-


rios, o tempo de espera e o horário de fun- cionamento. Durante a estatização, eram em média 4 trabalhadores por cartório enquanto, atualmente, esse número varia de 15 a 40, de- pendendo do tamanho da cidade. Também era comum os usuários chegarem às 4h da manhã para disputar uma das 100 senhas diárias do atendimento que era prestado das 8h às 14h e com intervalo para o almoço. Além de todos esses percalços, a população tinha de conviver também com a espera: uma escritura podia levar até 90 dias para ficar pronta. Algumas procurações até eram entregues na hora, mas havia um limite diário de dez documentos. Richard Lender, engenheiro agrônomo da República Tcheca que vive no Brasil desde 1970, define a antiga estrutura como péssima. “Sempre me deparava com filas enormes e aca- bava voltando ao cartório dez minutos antes de ele fechar. Era o jeito que tinha para ser aten- dido. Um dos motivos de eu ter deixado o meu País foi por lá não existir a iniciativa privada. Na minha opinião, o Estado tem que se preocupar somente com saúde, segurança e educação”. Quem também não se esquece dos períodos


mais tumultuados é Cláudia Araújo, tabeliã do 1º Cartório de Notas de Juazeiro. Em 2005 ela prestou um concurso público para tabelionato e assumiu um cartório no ano seguinte como funcionária do Tribunal de Justiça. Em 2012,


“O prédio de um único cartório hoje é do mesmo tamanho do local onde funcionavam todos os cartórios da cidade antes”


Emanuelle Perrotta, 2ª Tabeliã de Notas de Juazeiro


com a privatização, migrou para um prédio próprio e investiu em equipamentos e treina- mentos para a equipe. “Costumo dizer que em todos os dias eu admi- nistrava um caos. Filas imensas em um espaço mi- núsculo, o calor intenso que faz na cidade e o ho- rário reduzido. Hoje funcionamos das 8h às 17h, e uma autenticação, por exemplo, leva no máxi- mo doze minutos para ser finalizada, algo que há pouco tempo atrás exigia uma senha”, conta. Oficiala do Cartório de Registro de Imóveis


do 1º Ofício de Juazeiro, Bernadete dos Santos Araújo se recorda de outro ponto negativo: a repercussão por parte da mídia. “Era reclama- ção a semana inteira. A revolta da população gerava uma série de reportagens negativas a respeito do serviço. Todo dia era um jornal ou emissora de rádio falando inclusive da falta de estrutura. Para nós, conseguir uma simples ca- neta ou um pacote de folhas de papel era uma verdadeira saga”, recorda. Quem também define o passado notarial da


Bahia como caótico é Valdemir Sena Carneiro. O presidente do Fecom-BA, que trabalha no 2º Tabelionato de Notas de Feira de Santana, relata como era atender a demanda de toda a cidade. “Tente imaginar três cartórios de notas, dois de registro de imóveis, um de protesto, um de


“Um dos motivos de eu ter deixado o meu País foi por lá não existir a iniciativa


privada. Na minha opinião, o


Estado tem que se preocupar somente com saúde, segurança e educação”


Richard Lender, engenheiro agrônomo da República Tcheca que vive no Brasil desde 1970


títulos e documentos e dois de registro civil e mais os arquivos de todos eles distribuídos em apenas duas salas de um fórum. Tudo isso para uma população de aproximadamente 800 mil habitantes”. A representante comercial Domicelia Leite


Lemos, que no momento da entrevista aguarda- va para fazer uma transferência de escritura no tabelionato de notas de Valdemir, relata que mo- rou durante muitos anos na Espanha, mas que ainda vivenciou a situação dos cartórios públicos. “Era muito complicado e vergonhoso. Até


Cartório privatizado na cidade de Salvador: modelo privatizado finalmente chega à população da Bahia 16


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