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CUPRA TCR vs CUPRA R CUPRA E-RACER O FUTURO ELÉTRICO
O Cupra e-Racer foi a surpresa da visita à Cupra Racing. Este projeto é uma iniciativa da Cupra apoiada pela FIA para desenvolver um carro de competição de turismo elétrico. O Cupra e-Racer tem base o Cupra TCR, com o mesmo chassis e o mesmo roll-bar. A partir daí a Cupra trabalhou para reduzir o arrasto aerodinâmico e melhorar a eficiência; os prolongamentos dos para lamas dianteiros foram onde se conseguiu a maior parte dos 14% de melhoria na penetração aerodinâmica. É claro que isso também levou a que o apoio tenha sido reduzido, problema resolvido com um fundo plano e um extrator traseiro muito maior; o apoio produzido pelo fluxo inferior causa muito menos arrasto que o produzido pelo fluxo superior através de asas e defletores. A bateria tem 65 kWh de capacidade e pesa cerca de 400 kg, estando colocada o mais baixo possível entre os dois eixos, com os 4 motores (dois para cada roda ligados em série) entre as rodas traseiras e os inversores por cima destes. Sim, o Cupra e-Racer é um tração traseira (para ser mais divertido de pilotar) e para acomodar tudo isto sem compromissos de espaço e geometria, o trem traseiro é de triângulos sobrepostos. O Cupra e-Racer possui travagem regenerativa nas rodas traseiras até 0,15 g e os motores podem ser usados diferencialmente para efeitos de vetorização de binário; mas para já um dos desafios é fazê-los funcionar perfeitamente sincronizados (não há um diferencial a fazer a ligação mecânica entre as duas rodas) para não induzirem efeitos direcionais indesejados em reta. A potência máxima é de 680 cv (disponível por 10 segundos e depois são necessários cerca de 40 segundos para as temperaturas voltarem ao normal e poder ser usada novamente) e a contínua de 408 cv. Os motores a fazem um máximo de 12.000 rpm e possuem uma relação de cerca de 5:1, o que permite conjugar uma aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos com uma velocidade máxima da ordem dos 260/270 km/h. Com estas performances e um peso de 1500 kg (mais 300 kg que o TRC a combustão e uma distribuição inversa, com 40% assente no eixo dianteiro e 60% no traseiro), as simulações mostram que poderá ser mais rápido numa volta ao circuito da Catalunha que o TCR. Neste momento, a autonomia a fundo é de 6 voltas ao circuito da Catalunha, mas o objetivo do projeto é que, usando algum “lift and coast” o e-Racer consiga cumprir uma corrida de 10 voltas num tempo inferior ao do TCR, apostando depois nas novas tecnologias de carregamento com potências de 300 kWh (e mais) para conseguir tempos de carregamento de 5 a 10 minutos.
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