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Gostei do Renegade desde o primeiro momento em que o vi. Nunca foi o melhor SUV do seu segmento, mas é, sem dúvida, um dos que tem a personalidade mais vincada e, mais impor- tante, o mais Jeep de todos; um cliente Jeep que quer um carro mais pequeno pense noutra opção. E foi essa personalidade vin- cada que fez do Renegade uma das principais alavancas do cres- cimento de vendas da marca, que passou de 730.000 unidades em 2013 para 1.900.000 carros no final deste ano. E na Europa dos 28 o crescimento ainda foi mais elevado, passando de 25.000 carros vendidos em 2010 para 131.000 carros em 2017 (mais de metade foram Renegade), performance que faz da Jeep a marca com maior taxa de crescimento no continente europeu. O novo modelo está ainda mais Jeep e com uma imagem ainda mais colada ao clássico Wrangler. As alterações estéticas estão concentradas nos para choques, grelha e faróis, mas, apesar de subtis, como se quer num carro com carisma, a verdade é que resultam numa assinatura visual ainda mais Jeep; a frente com as novas luzes diurnas é reconhecível como Jeep nos retroviso- res a km de distância. No interior a maior novidade está na me- lhoria do sistema de infotainment, quer nas dimensões do ecrã quer na definição, quantidade de funções e grafismo do mesmo, ficando assim a par da média do segmento. Em contrapartida, debaixo do capot há uma revolução no po- sicionamento e nas motorizações a gasolina, que passam a ser uma forte aposta. Tão forte, que o Renegade é o modelo do gru- po FCA que tem a honra de estrear a nova família de motores modulares a gasolina, com um 1.0 de três cilindros de 120 cv e um 1.3 de quatro cilindros com 150 e 180 cv. Estes combinam pela primeira vez a distribuição hidráulica variável Multiair com injeção direta e um sistema de sobrealimentação por tur- bocompressor muito compacto, em que se destaca o intercooler


ar/água integrado dentro do coletor de admissão muito próxi- mos dos cilindros, o que permite encurtar muito o percurso dos gases e reduzir o tempo de resposta. A cambota é 10 mm descen- trada e otimizada no eixo das bielas para reduzir o atrito. Neste primeiro contacto de cerca de 40 km, optámos por con- duzir a versão 1.0 de 120 cv; ainda não há preços, mas com este motor a versão de entrada vai ser mais barata que o atual 1.4 tur- bo a gasolina. E o pequeno três cilindros não mostrou qualquer dificuldade para mover o Renegade, com boa capacidade de aceleração a baixa velocidade, sonoridade cativante e disponi- bilidade de binário a baixo regime. Outra vantagem deste novo bloco que se sente na condução é uma frente mais leve (o motor pesa 93 kg), o que melhora a agilidade, até porque o mais peque- no dos Jeep manteve a taragem de suspensão para o firme que o caracteriza, curvando com muito pouca inclinação de carroça- ria e uma boa precisão de trajetória. Em matéria de segurança, o Renegade passou a contar sis- temas como o aviso de saída de faixa, o aviso de ân- gulo morto e travagem de emergência. Por fim, as opções Diesel permanecem o 1.6 de 120 cv e o 2.0 com 140 e 170 cv, todos otimi- zados para as novas normas de emissões com adição de Adblue, sendo que o mais potente só está disponível na versão 4x4 de caixa automática ZF de nove velocida- des, nos níveis Limited e no radical Trai- lhawk de suspensão elevada, proteções inferiores de car- roçaria e pneus mistos.


FICHA TÉCNICA


MOTOR Tipo 3 cilindros Cilindrada 999 cc Potência 120 cv Binário 190 Nm


TRANSMISSÃO Caixa manual de seis velocidades Tração à frente


CARROÇARIA Comprimento 4236 mm Largura 1805 mm Altura 1667 mm Distância entre eixos 2570 mm Peso - Mala 351-1297 litros Depósito de combustível 48 litros Pneus 215/55 R18


PRESTAÇÕES Velocidade máxima + de 180 km/h 0-100 km/h - de 11 segundos


CONSUMOS (CICLO NEDC) EU/cidade (l/100 km) - EU/estrada (l/100 km) - EU/combinado (l/100 km) - Emissões de CO2 comb. (g/km) -


PREÇO Cerca de 24.000 euros (previsão)


AVALIAÇÃO AUTO DRIVE


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