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Mercado Clássicos


O CORVETTE EUROPEU QUE TEVE MAIS SUCESSO NA AMÉRICA


O OPEL GT ERA UMA VERSÃO MAIS ACESSÍVEL DO CORVETTE, COM BASTANTES SEMELHANÇAS VISUAIS, APELANDO AO PÚBLICO JOVEM DE AMBOS OS LADOS DO ATLÂNTICO


Texto — Adelino Dinis


Ao longo da sua história, a Opel caracterizou-se pelo fabri- co de automóveis familiares, robustos e fiáveis. A partir dos anos 30, quando passou a estar incluída no império da Gene- ral Motors (GM), os seus produtos juntaram a essas qualida- des uma grande inspiração americana. Depois da II Guerra, as novidades sucediam-se anualmente, como era comum nos EUA. Os resultados passaram de 6000 automóveis produzidos em 1948, para 620.000 em 1965. Para cativar clientes mais novos, a GM decidiu que a Opel precisava de um desportivo que fizesse pela marca o que o Corvette havia conseguido com a Chevrolet. Foi no início dos anos 60 que começou a ser desenvolvido este modelo, com carroçaria em fibra, como o seu congéne- re americano. Mas na Opel foi tratado como um projeto não prioritário, o que explica, em parte, porque foi lançado ape- nas em 1968. Os outros motivos prendem-se com a especialidade deste modelo, que fugia aos materiais e métodos de produção ha- bituais para o construtor alemão, sobretudo na carroçaria. Por baixo das formas esguias, marcadamente anos 60, esta- va uma base mecânica comprovada, combinando o chassis do Kadett e a mecânica do Kadett e do Rekord, dependendo da versão. As formas deste coupé de dois lugares foi traçada por Clare MacKichan, designer da General Motors que ficou responsá- vel pela Opel de 1962 a 1967.


O CORVETTE EUROPEU


As semelhanças com o desportivo mais famoso dos EUA eram inegáveis, com a linha de cintura “Coca Cola”, os faro- lins traseiros duplos e a frente em cunha com os faróis es- condidos. Mas o Opel GT era bastante mais pequeno e tinha também motores de quatro cilindros, quase à escala 1:2 dos V8 que equipavam o Corvette.


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