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Test Drive


quanto seria de esperar de um “hatchback”, sobretudo por- que a Nissan teve o cuidado de reforçar as barras estabiliza- doras para ajudar a conter os movimentos da carroçaria. Os amortecedores estão mais firmes mas as molas estão mais macias, um compromisso muito interessante para tornar o comportamento em curva muito mais eficiente, erradican- do uma certa “molenguice” que já se tinha tornado comum no Leaf, o que se nota especialmente no controlo muito mais preciso nos movimentos de extensão da suspensão. O interior remete-nos na totalidade para o que seria espe- rado de um Nissan, e de um Leaf em particular. Muitos dos comandos e botões são em tudo semelhantes aos que já exis- tiam, o grafismo tem algum primor adicional (natural, pois o campo da informação e dos sistemas não pára de evoluir) e até o seletor dos modos de marcha é exatamente o mesmo. A grande novidade está mesmo à frente deste, um seletor que ativa o e-Pedal, que na verdade funciona como um inter- ruptor que liga a função de aceleração quando o pedal está pressionado, ativando a fase inversa (travagem/regeneração)


assim que se retrai a carga. O efeito de travão é tal que, na maior parte das situações de trânsito urbano, basta anteci- par muito bem a fase de desaceleração que o Leaf acaba por se imobilizar sem carregar no travão. A utilização do e-Pedal requer alguma habituação e não chega um punhado de quilómetros. São precisas várias via- gens, provavelmente muitas das rotinas diárias pelos cami- nhos que está habituado a fazer. Em muitos percursos basta 30% do curso do pedal para induzir desaceleração suficiente, em descidas até pode continuar com o mesmo curso de ace- lerador para progredir e carregar a bateria ao mesmo tempo (até há bem pouco tempo era um bicho de sete cabeças para os carros elétricos). E como, com o e-Pedal, o acelerador fica sempre em modo “on/off”, basta empurrá-lo mais um pouco para retomar impulso rapidamente. Outra parte importante do processo de habituação está relacionado com o tipo de condução. Quem gosta de guiar vai achar um piadão ao facto do e-Pedal induzir força de travagem suficiente para antecipação a mudanças de ritmo


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