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New Drive


do modelo não ser das mais baixas. Mas a ideia foi melhorar a precisão e o conforto, ao mesmo tempo. Para isso, à frente, as molas são 40% mais firmes e a barra estabilizadora é 22% me- nos rígida; atrás é ao contrário, com as molas a serem 10% mais macias. Continuando nas percentagens, a direção também fi- cou 17% mais direta, com 2,44 voltas de topo a topo. Um “set- -up” feito para a europa, como os engenheiros da Kia dizem. Para testar todas estas diferenças, a Kia trouxe o Ceed às estra- das serranas do Algarve, uma boa escolha, dada a diversidade de pisos e de traçados desta região. E não são precisos muitos quilómetros para perceber que uma das críticas que se fazia ao Ceed, deixou de ter cabimento: a direção tem agora um tato muito mais consistente, não só mais direta, mas também com a assistência muito bem calibrada: é leve, mas comunica com o condutor. O volante resiste à inutilidade da base cortada e tem a espessura certa, mas os botões podiam ter um tato mais sofisticado. Os progressos não se ficam pela direção, o Ceed entra em cur- va com muito maior precisão, deixando o condutor escolher e alterar a trajetória com detalhe. E os pneus Michelin Pilot Sport 4 em medida 225/45 R17 ajudam a frente a resistrir à subviragem até velocidades para lá do razoável. São também as borrachas que contribuem para que o controlo de tração não seja um convidado permanente em todas as reacelera- ções à saída de curvas mais fechadas. Para um condutor que, de vez em quando, goste de ver aquilo de que o seu carro é ca- paz, este acerto já o deixará bem disposto. Mas querendo um


pouco mais de ação, pode sempre testar as reações da suspen- são traseira multibraço, presente em todas as motorizações – já nem o Golf nem o Classe A se podem gabar disto. Claro que a Kia não arriscou um temperamento ao estilo Focus, mas quando se prolonga deliberadamente a travagem para a zona de mudança de direção, a traseira sabe deslizar discretamente uns quantos graus, antes de acordar o ESC, que nunca se pode desligar por completo. Voltando à vida real, das ruas esburacadas e das vias rápidas com tráfego caótico, a suspensão independente às quatro rodas mostra a sua maior vantagem, passando com confor- to sobre pavimentos a precisar de reparação e despachando quilómetros a médias entediantes com excelente controlo e baixo ruído de rolamento. A suspensão sente-se a controlar sempre a situação, transmitindo enorme confiança, tal como num Golf. O motor da unidade testada é o 1.6 CRDI de 136 cv, que foi melhorado, usa AdBlue e faz muito pouco ruído, mesmo nos regimes mais elavados. A resposta abaixo das 1800 rpm podia ser mais rápida, mas é mais culpa das longas relações da caixa manual de seis, a solução habitual para gastar menos de 6,0 l /100 km numa condução do mundo real, sem exageros nem muitos cuidados. A caixa não é muito rápida, nem muito si- lenciosa, mas pelo menos é precisa. Como não podia deixar de ser, o novo Ceed apresenta um conjunto de ajudas à condução superior ao seu antecessor e em linha com a concorrência, com destaque para os máximos


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