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Carros com história


os bancos com um apoio e conforto pouco comuns em 1969. E se por fora o Opel GT parece pequeno, senta- dos atrás do volante essa sensação ainda é maior; dá a sensação de que, esticando os braços, conseguimos tocar nos quatro cantos do carro, até porque a posição de condução (bastante baixa e o inverso da tendência SUV atual) é muito boa e permite uma excelente visi- bilidade.


CONFORTO SURPREENDENTE


O pesado motor em ferro (bloco e cabeça) está todo co- locado atrás do eixo dianteiro, o que ajuda a uma boa distribuição de pesos (embora a direção seja bastante pesada em manobras), enquanto a suspensão combina triângulos superiores (ou braços em A) com uma mola de lâmina transversal inferior à frente e um eixo rígido com molas helicoidais guiado por braços longitudinais e barra Panhard, num esquema convencional para a época. Mas não espere um desportivo puro e duro, ágil, vibrante e di- nâmico. O Opel GT foi mais pensado para a estabilidade a alta velocidades nas “autobahn” sem limite, onde podia atingir e manter os 180 km/h (em 1969 este registo colo- cava o Opel GT como um utilizador da faixa da esquerda) e para o conforto, aspeto em que chega a ser surpreen- dente. Não que não possa ser divertido numa estrada de montanha, como aquela em que usámos para a nossa ses- são de fotos dinâmica, mas é preciso ser conduzido com o seu tempo. Em concreto, a resposta à direção é algo lenta, obrigando a aplicar ângulos de volante importantes para termos uma reação mais incisiva da frente, e, pelo menos nesta versão sem autoblocante, se formos agressivos com


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