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QUANTO É QUE UMA VERSÃO DESPORTIVA ESPECIAL DE UM CARRO DE ESTRADA PODE TER DO USADO NA COMPETIÇÃO? GRAÇAS A UM CONVITE DA CUPRA, A NOVA MARCA DESPORTIVA DA SEAT, PODEMOS COLOCAR FRENTE A FRENTE O CUPRA TCR E O SEAT LEON CUPRA R E RESPONDER A ESTA PERGUNTA, EM ESTRADA E EM PISTA.


Texto — Pedro Silva


Com 225 unidades produzidas, primeiro pela Seat Mo- torsport e desde o início deste ano pela Cupra Racing (as instalações e o capital humano são os mesmos, só mudaram o nome e a imagem), o Cupra TCR é carro de maior sucesso na categoria, com 60 vitórias à geral ob- tidas no ano passado e 16 já este ano (exatamente um terço de cada presença no pódium, que somam 48 em 2018 até agora, e podem aumentar já em Vila Real no próximo fim de semana). E uma das razões do sucesso do TCR está no facto de os carros serem uma evolução para competição dos carros de série, sendo obrigados por regulamento a manter o máximo de componentes de série. Por exemplo, como nos confirma Jaime Puig, diretor da Cupra Racing, o motor do carro de TCR é


exatamente igual ao do Seat Leon Cupra R, incluindo o turbo: “as diferenças estão no selo do turbo, na ele- trónica e no escape após a saída da turbina, bem como nos radiadores, mas é só, diz Jaime Puig.” Que ainda acrescenta, “os nossos motores fazem uma época com- pleta de corridas de sprint (cerca de 5000 km) sem pro- blemas, ou uma de 24 horas. Para quem anda na fren- te aconselhamos que sejam trocados (um motor novo custa 10.000€ e uma revisão pouco mais de 8.000€) com essa frequência, mas já controlámos muitos moto- res com 10.000 a 20.000 km, e até um com 40.000 km, e não tinham nenhum sinal de desgaste.” E não é só o motor. O chassis também tem muito poucas alterações. Por exemplo, por questões de segurança é permitido al-


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