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CRÓNICA


CR7 o nosso Ayrton Senna


O Cristiano já foi Rei, na Suécia. Agora, em Sóchi, um Deus. Podia dizer-se que é o nosso Pelé. Mas esse foi Eusébio. Ou então o nosso Maradona, mas não podiam ser mais diferentes. É por isso que é mais justo, e exato no sentimento, dizer que: “O Ro- naldo é o nosso Ayrton Senna”. Senna era um Rei na pista, e quando chovia era um Deus. Também Ronaldo, quando a equipa come- ça a meter água, logo surge e brilha, sendo divino. Transcende o destino e o mundo fica parado, a vê- -lo. Na mesma medida que Senna nos prende, ainda hoje, idolatria pela história que escreveu, e emo- ções que nos deu, Ronaldo faz-nos acreditar que tudo é possível. Seja a conquista de mais um título, ou um mero sonho. “E esse sonho, qual é? O de sermos Campeões do Mundo?” pergunta bem, caro leitor. Mas não! Isso é algo que também é bonito, desejável mas quiçá até mais concretizável que o desejo a que me re- firo. O sonho em questão é o de, qualquer um de nós, poder vir a ter uma lista de carros igual à do Ronaldo. Pois. Num momento em que chegou finalmente o calor (depois daquele estranho “briol” com que o mês começou), ouve-se logo por todo o lado: “Ah, eu gosto é do verão!” Ao que se pode retorquir: “E o Ronaldo de Bugattis”. É que o nosso herói tem dois. Um para andar ao sábado. Outro ao domingo. Primeiro comprou, vai agora fazer dois anos, um Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse. Na altura, já era o ícone mundial que é, mas mesmo a casa de Alsácia (do grupo VAG) só deu o seu “Sim” à venda, depois de um afamado colecionador português ter intercedido, ou pelo menos assim reza a história. Algum tempo depois, e já como cliente especial, “mandou vir” um Chiron. Avaliado em 2.5 milhões


de euros, só foram produzidas 500 unidades. O motor, e as ‘specs’ são quase ao nível do gigantis- mo do nosso Ronny. 16 cilindros em W, 8 litros de cilindrada, quatro turbocompressores e um soma- tório de 1.500 cavalos. É muito cavalo. Por isso é que faz apenas 6,5 segundos… mas não é dos 0 aos 100, é dos 0 aos 200 km/h. Na mesma garagem madrilena, o maior protago- nista português guarda ainda: um Lamborghini Aventador, um McLaren MP4-12C, um Koenigsegg CC, um RR Fornasari 99, um Aston Martin DB9, um Ferrari 599 GTO, um Mercedes SLS AMG2, um Rolls Royce Phantom, um Cadillac Escalade, um Ma- serati GranCabrio, uma série de Bentleys, vários Audi RS, diversos Porsche, etc. A lista é longa. Terei mesmo que dizer etcétera. A coleção do “Stand CR7” ultrapassa hoje em dia cinco milhões de euros, mas já agora, e por curio- sidade, refira-se que o seu primeiro carro foi com- prado para ter na Ilha da Madeira. Comprou-o com 18 anos, já depois e assinar pelo Manchester Uni- ted. Era um carro… importado. Um Audi S3, da pri- meira geração. Preto. Not bad!


JOÃO SANTOS MATOS Diretor Comercial


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