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Leon ST Seat 1 .4 TGI (CNG) Texto — Pedro Nascimento Fotos — Luis Duarte


E SE, DE REPENTE, ALGUÉM LHE PROPUSER UMA CARRINHA SEAT LEON COM MOTOR A GASOLINA QUE É CAPAZ DE FAZER PORTO-LISBOA COM APENAS 15 EUROS?


É um repto interessante. A carrinha Seat Leon 1.4 TGI, que durante vários meses nem esteve nos planos da mar- ca para Portugal, está no catálogo de vendas e ainda por cima tem um preço simpático: 27.626€ na versão Refe- rence, sensivelmente o mesmo de uma versão Style com motor 1.0 TSI de 115 cv, que só tem, portanto, mais 5 cv. O “truque” desta versão TGI é a dupla alimentação por gás – ao invés do gás obtido pela liquefação do petróleo (GPL), como conhecemos mais quotidianamente, usa gás natural comprimido, identificado pela sigla interna-


cional CNG. O abastecimento é feito por um bocal especial na mesma zona onde encaixa a mangueira de gasolina e os dois combustíveis coabitam na alimentação ao motor 1.4 turbo, que funciona a gás sempre que ele existir no depó- sito. Custa, em Portugal, 0,99€ por quilograma e o tanque de gás armazena um máximo de 15 kg. Uma vez que a auto- nomia estimada (só para o gás) é de 350 km, é possível fazer uma tirada entre a cidade Invicta e a capital por 14,98€ – a mesma quilometragem feita com recurso exclusivo à gaso- lina sem chumbo 95, a preços de hoje, custaria 31,95€. O gás natural custa, grosso modo, metade do preço. E tem ainda outras vantagens por ser inodoro, impercetível, im- possível de se dar por ele, a não ser pelo indicador específico de nível de combustível que existe. O computador de bordo indica a autonomia estimada para cada um dos níveis res- tantes nos dois depósitos, fazendo as médias a ambos: 3,9 kg/100 km foi a nossa média de consumo de CNG (ligeira- mente acima dos 3,6 kg/100 km anunciados) e 6,7 l/100 km foi o consumo médio de gasolina. Nada mau. Numa utili- zação descontraída, significa ser possível fazer entre 1100 a 1150 km de autonomia com os dois depósitos.


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