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A grelha “nariz de tigre” do novo Ceed é o mais óbvio indício de que o Stinger teve um papel importante na definição do próximo Kia. O estilo segue proporções mais clássicas, mais “premium” com o capót mais horizontal e mais longo, porque os pilares dianteiros foram recuados 68 mm. A distância en- tre-eixos não mudou dos 2650 mm, apesar de a plataforma ser a nova K2, estreada pelo Hyundai i30. Mas o vão dianteiro é mais curto e o traseiro mais longo, o que lhe dá um perfil que não deixa de fazer lembrar o do BMW Série 1 de cinco portas. A outra vantagem foi o aumento da capacidade da mala em 15 litros, chegando agora aos 395 litros. O habitáculo também subiu na qualidade dos materiais, so- bretudo os mais macios, no topo do tablier e das portas da frente. Houve um maior cuidado no contraste entre os vários acabamentos, e só é pena que, tanto o painel de instrumentos como o monitor central tátil, continuem a ter um aspeto mui- to pouco “premium” e ofereçam pouca informação. O espaço nos lugares da segunda fila permaneceu sem gran- des alterações, o que quer dizer médio, para o segmento. Mas a posição de condução melhorou na relação entre a inclinação da coluna de direção, a altura e o apoio lateral dos bancos e a


localização da alavanca da caixa. Há aqui um bocadinho de sentido “desportivo” a que não é estranha a altura do Ceed ter descido 23mm. A visibilidade para o fatídico ângulo diagonal esquerdo também melhorou, com os pilares menos inclinados a darem uma ajuda. Ao contrário dos pilares traseiros, que alargaram para dar a tal impressão “premium”, um truque que o VW Golf usa há décadas. Mas claro que há câmara de vídeo traseira para ajudar nas manobras e o raio de viragem nem sequer é grande. “Community of Europe with European Design”: aposto que o leitor já não se lembrava do significado que a Kia deu à sigla Ceed, que fez finalmente o seu acordo orto- gráfico e deixou cair o apóstrofo. Desde 2006, quando a produção começou na Eslováquia, já se produziram 1,3 milhões de Ceed e agora a marca quer duplicar o ritmo anual, o que é bem ambicioso. Para o conseguir, fez alterações também na dinâmica, para a tornar mais apetecível ao cliente europeu. Isto apesar de a média de idades dos compradores habituais


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