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40


Grande Plano


O regresso do rei


Renovar um carro com o carisma e as credenciais do Mégane RS é sempre um exercício complicado, já que existe sempre um coro de jornalistas e de criadores de opinião prontos a aproveitar qualquer aspeto menos conseguido para clamar: o anterior é que era! Sádicos? Nem por isso. Apenas querem vender os seus produtos, sejam eles jornais, revistas ou “page views”. E nesta era das redes sociais e dos bloggers e vloggers, a capaci- dade de dar a má notícia primeiro ainda ganha uma dimensão mais frenética; afinal, assim como é uma boa história poder escrever que a Hyundai acertou à primeira com o seu i30 N, dentro da mesma lógica, um produto menos conseguido da Renault Sport (que foi demasiado cautelosa no Clio RS e não conseguiu levar à produção o fabuloso Clio 2.0 RS com o motor e trens de rolamento do anterior Mégane RS) é mais “notícia” do que algo na linha do acertaram outra vez.


E a verdade é que no primeiro contacto, na pista do Autódromo do Estoril, o novo Mégane RS não me im- pressionou, mas… também existiam algumas limita- ções, pelo que me reservei o direito de não emitir um juízo definitivo e precipitado; é que estavam alguns dados em falta. Primeiro, foram só duas voltas. Se- gundo, como no dia seguinte se iam realizar os Renault Passion Days, os responsáveis da marca pediram que não usássemos o modo Race, o que nos deixa 500 rpm por usar, inibe o acesso à programação do sistema de quatro rodas direcionais ativo 4Control mais virada para a para a agilidade (a inversão, ponto a partir do qual as rodas traseiras viram para o mesmo lado das dianteiras, acontece aos 60 km/h, contra os 100 km/h do modo Race) e mantêm os controlos de estabilidade


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