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alimento balanceado: fundamental para garantir a saúde desta relação


Nanoalimentos e nanonutrientes


considerado como nascimento da nanociência e da nanotecnologia é o de 1959. No dia 29 de dezembro, no CalTech, Califórnia, Estados Unidos, o físico Richard Feynman proferiu, na reunião anual da American Physical Society, a palestra "There's plenty of room at the bottom" ("Há mais espaços lá embaixo"). Feynman declarava ser possível concentrar, na cabeça de um alfinete, as páginas dos 24 volumes da Enciclopédia Britânica para, desse modo, afirmar que muitas descobertas se fariam com a fabricação de materiais em escala atômica e molecular. Seus estudos ganharam impulsos na


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década de 80, evoluiram e hoje o setor movimenta US$ 10 bilhões por ano. Estudos realizados até então indicam ser uma área promissora de pesquisa e desenvolvimento


A nanomedicina Nanotecnologia já está disponível no comércio e na medicina e é esperança na cura de várias doenças em humanos, como AIDS e câncer, e para animais. Essa ciência traz promessas de beleza, saúde e conforto para o dia a dia. Você já pensou em curativos inteligentes que aceleram a cicatrização? Embalagem que prolonga por meses a vida útil de alimentos? De acordo com os cientistas, em teo-


ria, nanorobôs poderiam ser introduzi- dos no corpo, por via oral ou intra- venosa, para identificar e destruir as células cancerosas ou infectadas por vírus. Também poderiam regenerar teci- dos destruídos. Agir onde medicamentos não conseguem ser eficientes ou são muito demorados. Utilizando nanotubos, as medicinas humana e veterinária tam- bém poderão aumentar a precisão de


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ara falarmos de nanoalimentos e nanonutrientes precisamos falar antes da nanotecnologia. O ano


cirurgias e exames. Que tal alimentos e bebidas "interati-


vas" que mudam de cor? Ou ainda con- sumir um produto cuja embalagem nos indicaria quando efetivamente o alimen- to não estaria mais adequado ao con- sumo? Esses são produtos da nano- tecnologia, a grande promessa do século XXI.


Nanoalimentos e nanonutrientes Ananotecnologia apresenta grande potencial na área de alimentos para humanos e para animais de estimação. Algumas de suas utilizações são:


- purificação da água; - liberação lenta de nutracêuticos; - microencapsulação de aditivos; - tônicos a base de nanofibras para pacientes obesos e ou diabéticos; - desodorização; - como antimicrobiano e antifúngico; - embalagens mecanicamente mais fortes e termicamente melhores; - embalagens que indiquem ao consumi- dor que o produto não está mais em condições de consumo.


Nanotecnologia em alimentos x


Nanotecnologia na cosmética Apesar de ser uma tecnologia ainda


muito recente e pouco estudada, a nano- tecnologia já faz sucesso na área da cos- mética humana. Produtos com nanoes- feras já não são novidades e ganham cada vez mais destaque no mercado. Graças aos seus efeitos mais satis-


fatórios, nesse ramo, a nanotecnologia se mostra como um chamariz, sendo destacada nas embalagens, nos comer- ciais, e em alguns casos, fazendo parte até mesmo do nome do produto. Segundo estudos, o uso de nanotecno-


logia na área de alimentos traria muitos benefícios. E talvez já o faça. No entan- to, as indústrias não assumem o uso


Yves Miceli de Carvalho ymvet.consulting@yahoo.com.br YMVet Consulting - Consultoria em Medicina Veterinária e Nutrição Animal •Mestre em nutrição animal (FMVZ/USP) •Membro da comissão científica do CBNA


(www.cbna.org.br) e da Anclivepa-SP (www.anclivepa-sp.org.br)


• Membro do comitê técnico e do conselho técnico da ANFAL Pet (www.anfalpet.org.br)


dessa tecnologia, apesar de especialistas afirmarem que "nanoalimentos" e “na- nonutrientes” já fazem parte do nosso cardápio e brevemente dos de nossos animais de estimação. Agrande pergunta é porque as indús-


trias do ramo de alimentos não confir- mam o uso de nanotecnologia, se no ramo da cosmética ela funciona até como atrativo para o consumidor? Será que é por questão da segurança?


Ainda faltam estudos até que se chegue à conclusão do quão segura é a utiliza- ção de nanotecnologia em alimentos. As nanopartículas, ao caírem na cor-


rente sanguínea, podem alcançar órgãos como cérebro, gerando efeitos indeseja- dos. Além disso, a nanotecnologia au- menta a absorção e diminui a eliminação dos produtos pelo intestino, o que au- menta a biodisponibilidade destes no or- ganismo. Mas, se a aplicação tópica também pode causar toxicidade, então porque a indústria cosmética humana não teve o mesmo cuidado antes de "po- pularizar" a nanotecnologia? Outra questão que pode explicar o


fato da não divulgação da nanotecnolo- gia em alimentos é a aceitação do públi- co. Os consumidores, que já não tem in- formações suficientes sobre nanotecno- logia, podem ficar muito receosos quan- to à sua segurança diante dessas mu- danças, e com isso as indústrias perde- riam clientes. Somente o avanço nas pesquisas científicas vai responder se a nanotecnologia nos alimentos vai con- seguir chegar – abertamente – às prate- leiras. Por enquanto, o assunto começa a


aparecer na mídia e a ser discutido pela sociedade. Podemos prever que a discus- são será longa, porque quando o assunto é alimento, seja para o homem ou para os animais, e principalmente para os ani- mais de estimação, a resistência é grande.


Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010


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