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Educação humanitária progride na medicina veterinária Por Arthur de V. Paes Barretto - CRMV-MG 10.684


A


aplicação de manequins para aulas práticas nos cursos de medicina é


uma realidade atual. Na medicina vete- rinária brasileira a adoção de tal medi- da ainda é insipiente, mas vem evoluin- do. Para equiparar-se aos avanços pre- sentes na medicina falta, principalmen- te, que se exija dos serviços de educa- ção a obrigatoriedade do fornecimento de material didático digno de ser enqua- drado no contexto da educação humani- tária.


Entre as vantagens da aplicação dos manequins no ensino estão: a repetição do procedimento por quantas vezes seja necessário; o treinamento de grande nú- mero de estudantes; a ausência de es- tresse nos estudantes por não estarem manipulando animal vivo; a economia decorrente de não ser necessário manter animais vivos para aulas e funcionários que cuidem deles. A maioria dos manequins existentes são fabricados no exterior. Entretanto,


alguns especialistas brasileiros vem de- senvolvendo protótipos que estão sendo aprimorados e elogiados tanto no Brasil quanto no exterior.


a f d e www.intensivet.com.br


RICO, modelo de treinamento em urgências e cuidados intensivos, foi criado, em 2003, por Rodrigo Rabelo, especialista em urgências e cuidados intensivos. Atualmente RICO possui as seguintes características: a) sistema de son- dagem nasal e aspiração nasogástrica, b) tórax com costelas e coração para adequado treina- mento de ressuscitação cardio-respiratória (RCP), c) monitorização da pressão torácica du- rante a RCP, d) sons cardíacos e pulmonares que permitem auscultação, e) sistema venoso central e periférico para palpação e punção, preenchido com sangue artificial, f) sistema com- pleto de vias aéreas


Em seus 1.200 m2 , o Centro de Treinamento e


Simulação da Universidade Anhembi Morumbi é composto por 23 ambientes e mais de 70 equi- pamentos de realidade virtual, entre robôs com softwares, manequins e peças do corpo huma- no que simulam reações do corpo humano ou a realização de procedimentos


Há alguns anos a Universi- dade Anhembi Morumbi, consciente da necessidade de inovar no ensino da me- dicina veterinária, adquiriu da Rescue Critters® (www.rescuecritters.com) e da Universidade da Califór- nia (UC Davis - www.calf.vetmed.ucdavis. edu) mais de 10 itens para a adoção de técni- cas humanitárias de ensino. Acima e ao lado, um dos itens adquiridos: Jerry, manequim de cão dotado de uma representação realística da traquéia, esôfago, epiglote e pulmões fun- cionais, desenvolvido para as práticas de intu- bação, ventilação artificial, mensuração do pul- so, administração intravenosa e imobilização de membros


b c Não se enquadra na prática da educa-


ção humanitária o jargão matar para sal- var. O que se aplica é treinar quantas vezes forem necessárias para poder sal- var. Isto é válido tanto na graduação quanto para profissionais, pois quem não treina massagem cardíaca com periodi- cidade, dificilmente terá sucesso em uma ressuscitação cardio-respiratória.


Contrário à experimentação animal, o CETAC (Centro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária - www.cetacvet.com.br) investe no ensino em arena, onde até 70 pes- soas podem assistir as cirurgias de casos clíni- cos dentro do Teatro Coliseu. O ambiente é dota- do de arquitetura e recursos tecnológicos que permitem que os procedimentos sejam acompa- nhados ao vivo e nas TVs de LCD (setas). Os comentários e explicações dos cirurgiões e ana- tomistas, estimulam a interação e o aprendi- zado


Ossos sintéticos: simples, de excelente utilidade e feitos no Brasil Esta grande novidade é de autoria da Nacional Vet, segmento vete-


rinário da Nacional, empresa que atua desde 1995, criando produtos didáticos que auxiliam no estudo da anatomia humana. Os ossos sintéticos possuem anatomia interna e externa que pre-


O treinamento com os ossos artificiais no curso de especia- lização em clínica médica e ci- rúrgica de pequenos animais, módulo de ortopedia, promo- vido pelo Instituto Qualittas e ministrado pelo prof. dr. San- dro Alex Stefanes (UPIS), está com excelente aceitação


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servam as características naturais. Por isso, são de excelente aplica- ção no treinamento de técnicas cirúrgicas e manobras fisioterapeutas. Também são muito úteis na rotina clínica para demonstrar aos clientes o problema do paciente em uma visão tridimensional e explicar o pro- cedimento cirúrgico que deve ser aplicado. Inicialmente, o desenvolvimento dos ossos artificiais veterinários


contou com o apoio do Instituto Qualittas. “Apossibilidade de obter ré- plicas de excelente qualidade que pudessem ser usadas em aulas prá- ticas, oferecessem aos pós-graduandos condições saudáveis e propí- cias para seu desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional não po- dia ser descartada. Por isso, nos empenhamos em colaborar no desen- volvimento dos moldes. O resultado foi excelente, pois os ossos pro- porciom aos futuros cirurgiões uma sensação operatória realista”, de- clarou o médico veterinário e professor Francis Flosi (Instituto Qualittas)


Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010


Prof. dr. Paulo Iamaguti, professor titular de cirurgia da Unesp/Botucatu, durante aula prática de curso de ortopedia promovido pelo Hospital Veterinário Cães e Gatos (Osasco/SP).


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