prazo pode resultar em resolução ou remissão da afecção; entretanto, as reci- divas são muito comuns5
. O tratamento
conservativo na OL deve ser considera- do, mantendo somente o corte cuidado- so das unhas acometidas para prevenir excessivo crescimento e reduzir a pres- são do leito ungueal quando o animal caminha 11
. Há descrição de amputação
da terceira falange como forma de trata- mento da OLquando houver recidiva da afecção diante de terapia apropriada 5 O presente trabalho tem por objetivo
.
relatar a ocorrência de onicodistrofia lu- poide simétrica em um cão atendido no Serviço de Dermatologia de Pequenos Animais da FMVZ/Unesp-Botucatu.
Relato de caso Um animal da espécie canina, sem
raça definida, de dois anos de idade, foi atendido no Serviço de Dermatologia de Pequenos Animais do Hospital Veteri- nário da FMVZ/Unesp - Campus de Bo- tucatu, com queixa de claudicação e al- terações em todas as unhas havia trinta dias. O animal apresentava histórico de onicólise em cinco dígitos e no exame físico observou-se paroníquia, onicoma- dese, onicomalácia e leuconíquia (Figu- ras 1 e 2). Os espaços interdigitais e os leitos ungueais apresentavam crostas melicéricas. O animal apresentava ainda onicalgia e lambedura de toda a região podal. Durante a anamnese, foi negada a ocorrência de qualquer alteração sistê- mica não dermatológica. No exame físi- co, todos os parâmetros avaliados esta- vam dentro da normalidade. Realizaram-se exame micológico pe-
la lâmpada de Wood e exame parasito- lógico por raspado cutâneo e colheu-se material para cultivo fúngico. O resulta- do desses três exames foi negativo. Ini- ciou-se tratamento com cefalexina a
oral
(30mg/kg, BID), sabonete à base de triclosanb
e rifamicinac spray a cada do-
ze horas. Após quinze dias, o animal re- tornou ao atendimento apresentando me- lhora de 50% (Figuras 3 e 4). Optamos então por manter o tratamento instituído anteriormente. Em novo retorno após dez dias, o animal apresentou onicólise de outras unhas, optando-se então por realizar onicoectomia em dois dedos do membro posterior direito (Figuras 5 e 6)
a) Cefalexina comprimidos de 500mg, Teuto, Anápolis, GO b) Soapex 1% barra, Galderma, São Paulo, SP c) Rifocina spray, Sanofi-Aventis, São Paulo, SP
Figura 1 - Membro anterior direito apresentan- do onicólise, paroníquia, onicomadese, onico- malácia e leuconíquia
Figura 2 - Membro anterior esquerdo apresen- tando onicólise, paroníquia, onicomadese, oni- comalácia e leuconíquia
Figura 4 - Membro anterior direito após quinze dias de cefalexina, com melhora parcial
Figura 3 - Membro anterior direito após quinze dias de cefalexina, com melhora parcial
Figura 5 - Membro posterior direito após ampu- tação de terceira falange
com o intuito diagnóstico, sendo uma amostra enviada para exame histopato- lógico e outra para cultivo fúngico. Os cortes histológicos (Figura 7) de- monstraram unha com alterações na junção com a pele. Na epiderme da por- ção dorsal da unha, observou-se dege- neração hidrópica da camada basal e focos de espongiose. Na derme verifi- cou-se processo inflamatório mononu- clear de interface, constituído por linfó- citos, histiócitos, poucos plasmócitos e melanófagos. Não se observaram cole- ções purulentas, fungos ou outro agente etiológico. O osso falangiano apresen- tou-se histologicamente normal e não houve crescimento fúngico na amostra
Figura 6 - Membro posterior direito após ampu- tação de terceira falange
Figura 7 - Exame histopatológico. H&E. Fotomi- crografia de lesão em leito ungueal. Seta gran- de: infiltrado de interface; asteriscos verdes: in- continência do pigmento melânico. Setas pe- quenas amarelas: degeneração hidrópica da camada basal
Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010 49
Luciana Murai Soares
Luciana Murai Soares
Luciana Murai Soares
Rafael Torres Neto/Viciany Erique Fabris Luciana Murai Soares Luciana Murai Soares Luciana Murai Soares
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