quantidade mensurada, utilizando-se para isso seringas, conchas e provetas. Uma vez localizado o diafragma, ele deve ser perfurado com instrumento cortante (bisturi ou faca) de modo a se avaliar a presença ou não de pressão ne- gativa na cavidade torácica (Figura 2). Em seguida, são retirados o baço e o
omento maior (Figura 3), sendo poste- riormente realizada no intestino dupla ligadura cranial ao pâncreas (Figura 4) e outra caudal à bexiga, permitindo assim a extração do segmento intestinal do je- juno até a porção inicial do reto. Na altura do hiato esofágico, deve ser
feita a ligadura do esôfago (com bar- bante, linhas ou outro material de amar- rio) (Figura 5), de modo a permitir a retirada do fígado e da vesícula biliar, ainda conectados ao duodeno e ao estô- mago, com posterior verificação de eventual obstrução das vias biliares (Figura 6). Os rins devem ser localizados e libe-
rados da cavidade abdominal, junta- mente com os ureteres e bexiga (Figura 7). É recomendado que um dos rins seja marcado com uma incisão sobre a sua superfície natural, utilizando-se instru- mento cortante para posterior discrimi- nação entre rim direito e esquerdo. No caso de fêmeas, devem ser retirados em conjunto o útero, os ovidutos e os ová- rios (realizar procedimento de marcação tal qual efetuado para os rins). Em ma- chos, duas incisões no escroto podem ser realizadas para expor as gônadas masculinas, permitindo assim sua ex- cisão (Figura 8). O acesso à cavidade torácica é obtido cortando-se o diafragma em suas re- giões de aderência ao gradil costal inter- no. Para a retirada dos órgãos da cavida- de torácica são realizadas incisões nas inserções dos ossos hioides através da cavidade oral, de modo a liberá-los (Figura 9). Após isso, com acesso através da cavidade abdominal, locali- za-se o esôfago e o conjunto cardiorres- piratório na entrada da cavidade toráci- ca, incidindo-os e liberando assim essas estruturas, que devem ser separadas para exame posterior (Figura 10). Após a remoção dos órgãos abdomi-
nais e torácicos, um meio (como jornal ou papel-toalha) embebido em solução de formol a 20% deve ser colocado den- tro da carcaça para diminuir o extrava- samento sanguíneo para o exterior do
68 Figura 7 - Evisceração do conjunto urinário Figura 3 - Retirada do baço e do omento
Figura 6 - Retirada do conjunto constituído pelo fígado, a vesícula biliar, o estômago e o duodeno
Figura 2 - Incisão no diafragma e realização de prova de pressão negativa
Figura 8 - Excisão dos testículos
Figura 4 - Ligadura dupla cranial ao pâncreas, permitindo a separação do duodeno e do estômago
Figura 5 - Ligadura no esôfago próximo à cárdia
Figura 9 - Incisão na inserção dos ossos hioides pela cavidade oral
Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010
Daniela Bernadete Rozza
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