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também vão contribuir para futuros danos teciduais 15,20-23


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Aredução do fluxo sanguíneo para o segmento lesado é ocasionada por altera- ção anatômica do canal vertebral, hemor- ragia, edema e redução da pressão sistê- mica, que acarretam uma lesão medular adicional, denominada lesão secundária. Dessa forma, a produção e o acúmulo de metabólitos resultantes de necrose teci- dual (devido ao impacto primário) e o desequilíbrio de eletrólitos intra e extra- celulares, ocasionados pela redução do fluxo sanguíneo local, provocam a morte de células nervosas e de axônios que não foram inicialmente lesados, inclusive em áreas distantes do ponto de impacto me- cânico inicial 15,22,24,25


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Eventos secundários A fisiopatologia da lesão secundária


é complexa e ainda não está completa- mente esclarecida. Entretanto, sabe-se que ocorre uma cascata de mecanismos bioquímicos, moleculares, intra e extra- celulares, desencadeada pela necrose inicial, que sinaliza as células adjacen- tes para uma morte programada, conhe- cida como apoptose celular (Figura 5). A morte celular por apoptose pode ser detectada horas, dias e até semanas após a injúria medular inicial em diversos tipos celulares, incluindo neurônios, cé- lulas da glia e células inflamatórias, dentre elas neutrófilos, micróglias e ma- crófagos 20,22,23,26-28


. Atransmissão sináptica é dependente


Figura 4 - Fotomicroscopias de secções da medula espinhal de ratos Wistar coradas em HE (A a F) ou Tunel (G) mostrando detalhes de lesões medulares. A) Degeneração walleriana observada em corte longitudinal (441,7x). B) Células Gitter (setas) em área de malácia (559,4x). C) Degeneração de raiz nervosa dorsal em corte transversal (326,8x). D) Gliose e câmara de digestão (asterisco) em área de malácia (327,1x). E) Corte transversal de segmento adjacente ao epicentro contendo neurônios com características de apoptose (setas finas) e neurônios íntegros (seta cheia) (435,7x). F) Área de malácia em corte transversal apresentando neurônios com características de apoptose (seta fina) e neuroniofagia (seta cheia) (285,5x). G) Núcleos de corpos neuronais (setas) com ca- racterísticas apoptóticas marcados com Tunel em corte transversal de segmento adjacente ao epi- centro da lesão (368x)


horas após o trauma, o local é invadido por neutrófilos que secretam enzimas lí- ticas e citocinas, as quais podem, no fu- turo, danificar o tecido e acionar outras células inflamatórias. Monócitos e ma- crófagos são recrutados e as micróglias residentes no local são ativadas. Essas células contêm lisossomos e vacúolos


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de aspecto espumoso (células Gitter) (Figura 4B), que iniciam o processo de fagocitose do tecido lesado e resultam na formação de cavitações. Essas e ou- tras células reativas produzem citocinas como fator de necrose tumoral (TNF-), interleucinas e interferons, que, além de mediadores da resposta inflamatória,


de íons cálcio, que têm papel primordial na regulação da permeabilidade dos íons sódio e potássio durante a excita- ção neuronal, atuando ainda no controle das atividades de enzimas e no armaze- namento e na liberação dos neurotrans- missores em suas respectivas vesículas sinápticas 2,19


. Imediatamente após o


trauma, ocorre uma despolarização in- duzida mecanicamente, acompanhada pela abertura dos canais iônicos depen- dentes de voltagem. Isso permite uma maciça liberação de neurotransmisso- res, incluindo o glutamato, o mais im- portante neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central 17,29,30


. O glutamato atua por meio da ligação


às proteínas receptoras específicas, de- nominadas receptores glutamatérgicos, que são divididos em dois grandes gru- pos, de acordo com sua estrutura e seus mecanismos de ação: ionotrópicos e


Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010


Bruno Benetti Junta Torres


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