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Figura 1 - Evidência de fratura unilateral longi- tudinal esquerda (paralela ao eixo craniocau- dal) em rinoteca de papagaio (Amazona Aestiva)


perda óssea na pré-maxila e na maxila esquerdas (Figura 2A). Como tratamento indicou-se a inter-


venção cirúrgica, na tentativa de corrigir o crescimento ósseo e restituir a anato- mia normal do bico. Inicialmente as margens da fratura foram debridadas com ponta diamantada cônica acoplada em caneta de baixa rotação odontológi- ca, de forma a remover a queratina cica- tricial da região e expor as margens ósseas sob a rinoteca. Em seguida cer- claram-se as margens ósseas com fio absorvível de poligalactina 910 2-0 a


,


com o objetivo de guiar o crescimento ósseo, sem completa aproximação das margens ósseas. O espaço ósseo entre as margens foi, então, preenchido com es- ponja de fibrina b


, de forma a acelerar a


formação de matriz celular orgânica, mi- neralizando a seguir a região (Figura 3). Toda a superfície do bico foi desen- gordurada com álcool 70% e então reco- berta com uma fina camada de adesivo à base de celulose c


adesivo foi recoberto com agente de união odontológico d fotopolimerizável e


. Em seguida todo o e resina composta


(Figura 4). Acredita-se que o agente de união,


devido ao baixo peso molecular, penetre entre as camadas de queratina, possibili- tando a aderência da resina por micror- retentividade. Nesse momento optou-se por polimerizar um excesso lateral de resina em função do comportamento de desgaste do bico da espécie, que promo- veria desgaste do excesso da resina sem comprometer a área de reparo da fra- tura. Observam-se nas figuras 5 (vista


a) Vicril®


SP b) Hemospon®


c) Micropore Nexcare, 3M do Brasil. Sumaré, SP d) Primer & Bond 2.1® e) Fill magic®


- Vigodent, Rio de Janeiro, RJ 44


- Ethicon Divisão de Johnson & Johnson, São Paulo, - Technew, Rio de Janeiro, RJ - Dentsply, Petrópolis, RJ


Figura 4 - Fotopolimerização do agente de união odontológico, criando-se uma camada de adesivi- dade que promova melhor aderência da resina


palatina) e 6 (vista lateral) o aspecto final no pós-cirúrgico imediato, bem como o excesso de resina na lateral da rinoteca. Nova avaliação foi realizada trinta


dias após a intervenção cirúrgica, du- rante a qual se observou excelente aspecto clínico (Figura 7) e novo cresci- mento ósseo abrangendo quase total- mente a região da fratura (Figura 2B). A figura 2 representa o aspecto radiográfi- co da região fraturada na data do exame


Figura 7 - Avaliação clínica da rinoteca trinta dias depois da intervenção cirúrgica


clínico (Figura 2A) e trinta dias após a intervenção cirúrgica (Figura 2B). Decorridos aproximadamente oito


meses desde a primeira consulta, o ani- mal retornou para a avaliação clínica de rotina. Segundo o proprietário, o animal se alimentava normalmente e também utilizava o bico para locomoção, tanto na gaiola quanto solto pela residência. Durante o exame físico constatou-se o sucesso da correção cirúrgica, pois não foi diagnosticada nenhuma evidência de


Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010


Figura 2 - A avaliação radiográfica pré e pós-ci- rúrgica do animal da figura 1. A) Evidência pré- cirúrgica de perda óssea em pré-maxila e maxi- la esquerdas. B) Aspecto radiográfico de re- constituição óssea no foco da fratura trinta dias depois da intervenção cirúrgica


Figura 5 - Vista palatina da rinoteca no pós- cirúrgico imediato


Figura 3 - Preenchimento do espaço entre as margens da região de perda óssea com espon- ja de fibrina de forma a acelerar a formação de matriz celular orgânica e subsequente minera- lização na região


Figura 6 - Vista lateral da rinoteca no pós-cirúr- gico imediato


Roberto Silveira Fecchio


Roberto Silveira Fecchio


Roberto Silveira Fecchio


Roberto Silveira Fecchio


Roberto Silveira Fecchio


Roberto Silveira Fecchio


Roberto Silveira Fecchio


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