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Figura 5 - (a) Imagem tomográfica transversal da região dos etmoturbinados e septo nasal. (b) Representação dos pixels que compõem a imagem. (c) Cada pixel corresponde a um voxel, unidade volumétrica tridimensional, que representa a atenuação média de um tecido nos planos X, Y e Z
palavras, podem-se reconstruir muitos cortes a partir de uma única exposição4,8 Na tela do monitor, a imagem é for-
.
mada por pixels, que são a representa- ção digital de uma unidade de volume, o voxel – que, além da largura e da altura, representa a espessura do corte (Figura 5). Cada pixel da imagem é representa- do por um valor específico de densida- de, medido em unidades Hounsfield dentro da escala de atenuação exponen- cial (escala de Hounsfield), que repre- senta a densidade média do voxel. Essa escala recebe valores unitários que va- riam desde -1.000UH (ar), 0UH (água) até 3.000UH (metal). Na imagem, os valores negativos aparecem mais escu- ros e são denominados hipoatenuantes, e os valores positivos aparecem mais
brancos, sendo denominados hiperate- nuantes 1,8
. ATC utiliza uma ampla gama de cin-
zas para determinar as diferentes densi- dades dos tecidos; essa escala vai desde a cor branca (hiperatenuante ou hiper- densa) dos tecidos mais densos, como o tecido ósseo, passando para cinza, que corresponde a tecidos menos atenuan- tes, como os tecidos moles (musculatu- ra, linfonodos), até a cor preta (hipoate- nuante ou hipodensa), própria de estru- turas que contêm ar, como os pulmões e a cavidade nasal. Já a imagem apresentada no monitor
pode ser manipulada pelo operador com o objetivo de apresentar as imagens de diferentes formas. Isso é realizado com a ajuda de filtros específicos (janelas e
Figura 7 - Janela para os ossos: 1. osso frontal; 2. septo nasal; 3. ossos etmoturbinados; 4. osso palatino; 5. corpo da mandíbula; 6. osso zigomático
níveis), ferramentas que permitem esco- lher uma determinada escala de tons de cinza para avaliar melhor cada tipo de tecido. As janelas utilizadas rotineira- mente para visibilizar e avaliar as dife- rentes estruturas anatômicas são: janela para tecidos moles, janela para tecido ósseo e janela para tecidos que contêm ar, como os pulmões e a cavidade nasal (Figuras 6 e 7). Na medicina veterinária, o exame de
TC deve ser realizado com o paciente sob contenção química9
, a fim de preve-
nir a sua movimentação, evitando-se a formação de artefatos de moção que im- pedem a adequada aquisição e a posterior interpretação das imagens, e para que não se perca a referência da radiografia
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Figura 6 - Diferentes seleções de janelas e nível utilizadas para visualizar partes moles (A) e pul- mão (B). A) 1. veia cava cranial; 2. tronco braquiocefálico; 3. artéria subclávia esquerda; 4. medula espinhal; 5. músculo supraespinhoso; 6. músculo longuíssimo cervical; 7. músculo longuíssimo torá- cico; 8. músculo longo do pescoço. B) 9. esôfago; 10. traqueia; 11. lobo cranial do pulmão direito e brônquios (setas); 12. lobo cranial do pulmão esquerdo
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Figura 8 - Felino sob anestesia geral, monitora- do constantemente pela equipe de anestesis- tas, que permanece protegida da radiação na sala de controle. O paciente é aquecido com a ajuda de um cobertor durante o procedimento. Serviço de Diagnóstico por Imagem da FMVZ/USP
Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010
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