Serviço de Diagnóstico por Imagem - Hovet - FMVZ/USP
Figura 2 - Partes do equipamento de tomografia computadorizada. A) Gantry, B) Mesa, C) Con-
Figura 1 - Em 1972, apareceu o primeiro tomógrafo utilizado com fins médicos; assim, junto com os avan- ços tecnológicos, a TC foi evoluindo desde os tomógrafos de 1ª geração até os tomógrafos helicoidais (singleslice) da década de 80, que precederiam a aparição do primeiro tomógrafo multislice, em 1998
objeto sem sobreposição das suas estru- turas internas; essas fatias podem ter di- ferentes espessuras (1, 2, 5 e 10mm). A TC pode captar diferenças da ordem de 0,05%, entre os tecidos de diversas den- sidades, sendo que as radiografias captam diferenças de 0,5%; essa carac- terística melhora a resolução da ima- gem, permitindo assim detectar altera- ções nos tecidos que não apareceriam nas radiografias 1,3,7
.
Independentemente da geração do to- mógrafo, todos utilizam três sistemas para formar uma imagem na tela do computador. O primeiro deles é o sistema de aquisição de dados; este componente, o mais importante do tomógrafo, con- tém a ampola de raios-X e os detecto- res sensíveis à radiação. O segundo sis- tema é o de reconstrução, encarregado de processar matematicamente a infor- mação obtida pelo sistema de aquisição;
Serviço de Diagnóstico por Imagem - Hovet - FMVZ/USP
o resultado desse processo são os sinais digitais. Finalmente, o sistema de exi- bição transforma os sinais digitais em sinais elétricos, utilizados pela tela do computador para formar a imagem4 Um tomógrafo é composto pela en-
.
trada do aparelho (gantry), a mesa, um console de controle e uma estação de trabalho (Figura 2). O gantry é o dispo- sitivo em forma de anel que contém a ampola dos raios-X e os detectores sen- síveis à radiação. Uma das diferenças entre os tomógrafos de primeira geração e os mais recentes é que os últimos têm incorporado maior número de detecto- res mais sensíveis à radiação, o que tem permitido melhorar a qualidade da ima- gem4,6
. Durante a aquisição de dados, a am-
pola de raios-X gira a 180º ou 360º (de- pendendo da geração do tomógrafo) em plano perpendicular em relação ao corpo estudado numa área específica, gerando uma radiação constante que atinge a área estudada em diferentes projeções (Figura 3). A radiação que atinge o corpo é atenuada diferentemen- te pelos tecidos, dependendo de sua res- pectiva densidade (número atômico). Após interagir com o objeto, os raios-X
Serviço de Diagnóstico por Imagem - Hovet - FMVZ/USP
sole de controle, * estação de trabalho, * visor com vidro plumbífero, D) Foco da estação de traba-
lho. CT Toshiba Xpress/GX, Serviço de Diagnós- tico por Imagem da FMVZ/USP
atenuados são captados pelos detectores eletrônicos alinhados do lado oposto da ampola de raios X1,8
. Até os tomógrafos de terceira gera-
ção, os detectores giravam junto com a ampola de raios-X. Apartir do desenvol- vimento dos tomógrafos de quarta ge- ração, os receptores foram dispostos de maneira fixa em toda a circunferência do gantry, sendo o tubo de raios-X a única parte que gira ao redor do paciente 3,4,6 Para se obter uma imagem nos tomó-
.
grafos de primeira geração, o tubo de raios-X gira uma vez ao redor do pa- ciente e a mesa se desloca dentro do gantry a intervalos previamente estabe- lecidos pelo operador, de 1, 2, 5, 10mm ou mais, dependendo das necessidades do exame3-5
. Já nos tomógrafos helicoi-
dais, o tubo de raios-X gira constante- mente, enquanto a mesa atravessa o gantry a uma velocidade constante (Figura 4). Assim, a radiação forma uma cortina em espiral em volta do paciente, que após ultrapassar os tecidos e ser ate- nuada por eles, é captada pelos detecto- res e transmitida ao console, onde são reconstruídos cortes de espessura mili- métrica ou submilimétrica. Em outras
Serviço de Diagnóstico por Imagem - Hovet - FMVZ/USP
Figura 3 - Esquema de funcionamento do equipamento de tomografia computadorizada: a ampola de raios-X (A) gira ao redor do paciente emitindo radiação em diferentes incidências; essa radiação (B) é atenuada pelos tecidos do paciente e logo captada pelos detectores eletrônicos que estão localizados do lado oposto do tubo (faixa azul - C)
A
B
Figura 4 - (A) No tomógrafo convencional, a mesa se movimenta a intervalos predeterminados através do gantry (setas pretas); em cada posição o tubo de raios-X gira uma vez (linha vermelha) para formar uma imagem transversal. (B) Nos equipamentos helicoidais, a mesa realiza um movi- mento contínuo através do gantry, enquanto o tubo de raios-X gira constantemente em volta do paciente, criando uma cortina em forma de espiral (espiral vermelha)
Clínica Veterinária, Ano XV, n. 87, julho/agosto, 2010 61
Page 1 |
Page 2 |
Page 3 |
Page 4 |
Page 5 |
Page 6 |
Page 7 |
Page 8 |
Page 9 |
Page 10 |
Page 11 |
Page 12 |
Page 13 |
Page 14 |
Page 15 |
Page 16 |
Page 17 |
Page 18 |
Page 19 |
Page 20 |
Page 21 |
Page 22 |
Page 23 |
Page 24 |
Page 25 |
Page 26 |
Page 27 |
Page 28 |
Page 29 |
Page 30 |
Page 31 |
Page 32 |
Page 33 |
Page 34 |
Page 35 |
Page 36 |
Page 37 |
Page 38 |
Page 39 |
Page 40 |
Page 41 |
Page 42 |
Page 43 |
Page 44 |
Page 45 |
Page 46 |
Page 47 |
Page 48 |
Page 49 |
Page 50 |
Page 51 |
Page 52 |
Page 53 |
Page 54 |
Page 55 |
Page 56 |
Page 57 |
Page 58 |
Page 59 |
Page 60 |
Page 61 |
Page 62 |
Page 63 |
Page 64 |
Page 65 |
Page 66 |
Page 67 |
Page 68 |
Page 69 |
Page 70 |
Page 71 |
Page 72 |
Page 73 |
Page 74 |
Page 75 |
Page 76 |
Page 77 |
Page 78 |
Page 79 |
Page 80 |
Page 81 |
Page 82 |
Page 83 |
Page 84 |
Page 85 |
Page 86 |
Page 87 |
Page 88 |
Page 89 |
Page 90 |
Page 91 |
Page 92 |
Page 93 |
Page 94 |
Page 95 |
Page 96 |
Page 97 |
Page 98 |
Page 99 |
Page 100 |
Page 101 |
Page 102 |
Page 103 |
Page 104 |
Page 105 |
Page 106 |
Page 107 |
Page 108