No dia 3 de agosto de 2009 o Jornal da Globo deu destaque para o fato de que, atualmente, somente na cidade de São Paulo, há mais de 6.000 pet shops! Bem mais do que as 4.500 padarias locais...
para que tenha vida longa, muito longa, pois é ele quem te dá o emprego com casa, luz, gás e água de graça!’. Pereira frisa que: “os animais de estimação não podem ser tratados como supérfluos, em relação aos seus gastos, até mesmo porque é uma indústria geradora de em- pregos e divisas para nosso país. Eles ajudam na manutenção do homem no campo, pois diversos fazendeiros têm a totalidade de sua produção direcionada diretamente para a indústria de fabrica- ção de rações. Quantas pessoas traba- lham nessas indústrias? Quantos em- pregos? Quantos impostos injustamente taxados com uma alta carga tributária? E no comércio? Na reportagem do Jornal da Globo do dia 3 de agosto de 2009 (
g1.globo.com/jornalhoje/ 0,,MUL 1252948-16022,
00.html), o destaque era que somente a cidade de São Paulo abriga mais de 6.000 pet shops! Bem mais do que as 4.500 pada- rias locais... Se colocarmos que em cada loja dessa existe uma média de 4 funcionários, serão 24 mil empregos! Isso, somente na cidade de São Paulo. Além da indústria de ração, há as in- dústrias de medicamentos veterinários, de acessórios (como coleiras, guias, ca- mas, comedouros, caixas de transporte, casinhas, etc.), de móveis e instrumentais veterinários, de equipamentos alta- mente sofisticados como tomógrafos, ul- trasons e radiologia digital desenvolvidos
para atender exclusivamente o segmen- to veterinário. OBrasil hoje, é o país que possui o maior número de Faculdades de Medicina Veterinária do mundo: são cerca de 155 escolas e mais de 70 mil médicos veterinários atuantes. Isso tudo jamais poderia ser desprezado e, mes- mo assim, o IBGE, se recusa a incluir no próximo censo, em 2010, uma sim- ples pergunta para saber se a família possui algum animal de estimação e qual! Isso, em muito, iria ajudar não só ao governo, mas, principalmente ao mercado animal. Hoje, o Ministério da Saúde e da Agricultura não podem fazer programações confiáveis nos seus pla- nejamentos ligados à saúde animal, co- mo nos casos de vacinação anti-rábica. Quem perde com isso? O próprio go- verno, pois acaba não sabendo se o que arrecada corresponde com a realidade. Desde 1994, com a abertura no Rio de Janeiro da primeira Pet Boutique do mundo, nosso país sofreu uma ver- dadeira revolução social, pois o cão saiu do quintal para a cama do seu dono. No ano 2000, a Editora Abril tinha o interesse de lançar uma revista sobre animais e fui chamado para uma consultoria. Por curiosidade, sugeri que fosse feita uma enquete com os edi- tores de algumas das revistas do grupo para saber quantos possuíam um ani- mal de estimação. Qual foi o resultado? 100%! Todos possuíam animal de esti- mação! Isso é fantástico, e deve ser pensado por nossos governantes, até mesmo porque o amor aos animais gera muito mais que divisas e amor, mas também votos. A defesa e o amor aos bichos foram capazes de eleger verea- dores e deputados no Rio e em outras cidades”. Os laços dos seres humanos com os
animais de estimação vão muito mais além. Uma pessoa que fala sobre isto com muita propriedade é médica veter- inária Ceres Faraco, professora doutora em psicologia e presidente da Associa- ção Médico Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal (AMVEBBEA), também entrevistada pela revista Clínica Veterinária. “Creio que o entendimento sobre a interação ser humano - animal de companhia é ainda muito restrito em nosso meio. Nas minhas pesquisas tive a oportunidade de observar, rotineira- mente, como os animais despertam interesse, motivam, facilitam contatos
interpessoais e qualificam a vida de inúmeras pessoas. Pude identificar a existência de um sólido vínculo destas com os animais e refletir a respeito da intrigante força desta relação”, destaca Faraco. A especialista vai mais além e explica que: “a concepção de que ani- mais podem ajudar as pessoas sustenta a argumentação de que a vida humana, compartilhada com os animais, está instituída no nosso contexto, como uma nova realidade de existência e não pode mais ser concebida como um “ajunta- mento” sem forma e meramente casual, revela-se como um novo tecido social que atende a necessidades contemporâ- neas de grupos humanos. Sabe-se dos inúmeros benefícios físicos e psicológi- cos para os humanos que compartilham suas vidas com os animais de compan- hia tais como: redução na pressão san- guínea, na freqüência cardíaca, modu- lação em eventos estressores, redução de sentimentos de isolamento social, auxílio em estados depressivos e incre- mento na auto-estima. No entanto, ape- sar disso, a interação ser humano - ani- mal de companhia ainda é uma área de conhecimento pouco explorada e mar- ginal aos olhos de muitos profissionais, da academia e das políticas públicas em
Inúmeros são os benefícios físicos e psicológicos obtidos pelas pessoas que compartilham suas vi- das com os animais de companhia tais como: re- dução na pressão sanguínea, na freqüência car- díaca, modulação em eventos estressores, redu- ção de sentimentos de isolamento social, auxílio em estados depressivos e incremento na auto-estima
Clínica Veterinária, Ano XIV, n. 83, novembro/dezembro, 2009 9
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