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permitirá apenas a observação dos con- dutos, com perfeita delimitação da por- ção externa da membrana timpânica 2,6 Acanalografia também é útil no diag-


.


nóstico de alterações do ouvido externo, já que também podem ser detectados distúrbios anatômicos como estenose e presença de massas intraluminais 2,6


.


Tomografia computadorizada Aprimeira descrição do uso da tomo-


grafia computadorizada em pacientes veterinários ocorreu em 1981, porém apenas em 1998 foi descrita no Brasil 14


.


Nos últimos dois anos, o número de re- latos de casos e procedimentos em to- mografia computadorizada (TC) vem aumentando no país, mas ainda de for- ma incipiente. Tanto na medicina humana como na medicina veterinária, a TC é considera- da uma ferramenta de diagnóstico pre- ferencial para as alterações do ouvido médio9


. O conhecimento da anatomia do ou-


vido canino é importante no momento de avaliar as imagens obtidas na TC, pois ajuda a reconhecer condições pato- lógicas do ouvido médio e anormalida- des que estejam afetando o ouvido inter- no14


. Em um estudo de anatomia tomográ-


fica do ouvido médio e interno, foi pos- sível a identificação das principais es- truturas, como: membrana timpânica, ossículos auditivos, bula timpânica (ou- vido médio), cóclea, meato acústico in- terno e canais semicirculares do ouvido interno 15


. A bula timpânica e o conduto auditi-


vo formam uma imagem conhecida pelos tomografistas veterinários como “dois cisnes na lagoa”, em alusão ao formato, que lembra o dessas aves 6 A sequência de imagens obtida pela


.


TC permite uma boa visibilização da ar- quitetura anatômica do ouvido, com destaque especial para detalhes do ouvi- do médio e interno 1


.


ATC possui alta resolução, mostran- do estruturas menores que 1mm9


. Há re-


latos de identificação de otolitíase pela TC apenas como achado acidental, que não estava relacionado a suspeita ou ao quadro clínico 13


. O uso da TC sempre deve ser prece-


dido por avaliação clínica e radiológica. Nos casos em que os sinais clínicos su- gerem otite média mas os sinais radio-


72 A B


Figura 6 - Imagem de TC em corte transversal de cabeça de felinos mestiços com sinais clínicos de doença sinonasal: A) o interior das bulas timpânicas e o canal auditivo normais apresentam opaci- dade ar (círculo), B) há presença de opacidade tecido mole/líquido em parte da bula timpânica esquerda (otite média) e dos canais auditivos (otite externa) (círculo)


gráficos não são conclusivos, a TC tor- na-se uma ferramenta apropriada 10 Adoença sinusal é comum nos felinos,


.


sendo frequentemente diagnosticada co- mo doença inflamatória crônica ou neo- plasia. Em uma pesquisa em gatos que apresentavam essa enfermidade, a TC evi- denciou a presença de efusão em bula tim- pânica, caracterizada por radiopacidade do tecido mole ou fluido e espessamento ósseo da bula16


(Figuras 6 e 7). As vantagens da TC sobre a radiogra-


fia convencional consistem na elimina- ção de estruturas sobrepostas e na utili- zação de contrastes positivos com ima- gens de qualidade superior em tecidos moles5,17


. ATC fornece imagens sequen-


ciais, que minimizam as sobreposições 17


. Estudos afirmam que a sensibilidade


da TC no diagnóstico de otite média é maior que a fornecida pela radiografia convencional, mas sua especificidade é menor 3,4


rápida e informativa que a radiologia convencional 4


. De forma geral, a TC é mais .


Em um estudo comparativo entre a


TC, a radiografia e a ultrassonografia da bula timpânica, a primeira técnica per- maneceu como o método de eleição


para detecção de fluidos dentro da bula18


.


As imagens de TC podem fornecer informações importantes sobre a doença do ouvido, incluindo doença unilateral ou bilateral, o grau de envolvimento do ouvido médio e interno, doença vestibu- lar periférica versus central, infecções ou inflamações versus processo neoplá- sico, cronicidade do processo, envolvi- mento de estruturas adjacentes e com- plicações pós-cirúrgicas 4


. A interpretação do tomograma não


difere muito da de uma radiografia con- vencional, mas espera-se que o exami- nador possua vivência na área, para evi- tar resultados errôneos na avaliação 5 ATC é


. superior à ressonância


magnética na detecção das alterações do ouvido médio e interno que afetem estruturas ósseas 1


. Ela pode ser uma


alternativa útil à ressonância magnética, quando há suspeita de envolvimento ósseo 15


. A TC permite um diagnóstico apura-


do da otite média, mas é limitada na de- tecção da otite interna, principalmente quando esta acomete nervos e outras es- truturas de tecido mole19


. Como a radiografia convencional, a


A


B


Figura 7 - Imagem de TC em corte transversal de cabeça de duas fêmeas felinas mestiças com sinais clínicos de doença sinonasal: A) o interior das bulas timpânicas e o canal auditivo normais apresentam opacidade ar (círculo), B) há presença de opacidade tecido mole/líquido em parte da bula timpânica direita, compatível com otite média (círculo)


Clínica Veterinária, Ano XIV, n. 83, novembro/dezembro, 2009


Rosana Zanatta


Rosana Zanatta


Rosana Zanatta


Rosana Zanatta


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