clássico ter sido firmado, ao contrário do relato 4, cujo diagnóstico foi de hipoadrenocorticismo atípico 1,10
. Aultrassonografia abdominal foi rea-
lizada no caso 4 e as imagens foram compatíveis com atrofia adrenal bilate- ral, achado esperado para esta apresen- tação 7
.
Aemergência clínica nos casos de hi- poadrenocorticismo é resultado tanto da deficiência de mineralocorticoides quan- to de glicocorticoides 11
. O tratamento
baseia-se inicialmente no controle da hi- potensão, da hipovolemia e dos desequi- líbrios eletrolíticos 4
, bem como na me-
lhora da integridade vascular, no forne- cimento imediato de glicocorticoides e, após o estabelecimento da ingestão de água e de alimentos, também de minera- locorticoides por via oral, o que foi reali- zado nos casos clássicos da doença (re- latos 1, 2 e 3). No caso 4, de apresenta- ção atípica do distúrbio, adotou-se ape- nas a reposição de glicocorticoides após o diagnóstico definitivo 13,15,16
. A solução
salina fisiológica foi utilizada nos rela- tos 1, 2 e 3, fluido intravenoso ideal
para a correção tanto da hipovolemia quanto da hiponatremia. O volume cal- culado adotado na rotina de atendimen- tos emergenciais do hospital em questão estava de acordo com o preconizado em literatura 23
ram de forma satisfatória nas quatro pri- meiras horas de fluidoterapia 1,4,10,12,14,15
. Os três pacientes responde- e
à administração de fosfato de dexameta- sona, que é um glicocorticoide de rápi- da ação e não causa alterações no resul- tado do teste diagnóstico de eleição (es- tímulo pelo ACTH)3,6,12,13
. O tratamento escolhido para esses
casos após a resolução do quadro agu- do, uma vez que o pivalato de desoxi- corticosterona não está disponível no Brasil, foi realizado pela administração de acetato de fludrocortisona, que é capaz de repor tanto os mineralocorti- coides quanto uma pequena porção de glicocorticoides17
. Como na maioria dos
casos há necessidade de reposição de quantidade maior de glicocorticoides, preconiza-se a utilização de corticoide de média duração, como a prednisona, conforme realizado 1,2,6,14
. O prognóstico
do hipoadrenocorticismo, tanto clássico quanto atípico, é considerado favorável quando há correto e rápido diagnóstico,5 como descrito nos quatro casos apresen- tados 1-3,5
.
Considerações finais É importante ressaltar que, por ser
muitas vezes uma doença que cursa com episódios de emergência, o animal pode chegar à clínica veterinária apre- sentando sinais gastrintestinais ou re- nais que necessitem de tratamento es- pecífico além do sintomático imediato. Nesses casos, é importante considerar a hipótese do hipoadrenocorticismo co- mo diagnóstico diferencial, para que o correto diagnóstico e a instituição do tratamento adequado ocorram precoce- mente e produzam resultados efetivos e melhores prognósticos. O número de casos atendidos no período apresentado nos leva a crer que tanto a forma clássi- ca como a forma atípica do distúrbio podem não ser comumente diagnosti- cadas, sendo mais frequentes do que descrito.
Clínica Veterinária, Ano XIV, n. 83, novembro/dezembro, 2009
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