Saúde pública
trabalhos científicos sobre o controle popu- lacional de cães. Desde a edição de
seu 8º Informe Técni- co de 1992, a Organi- zação Mundial da Saú- de (OMS) preconiza a educação da comuni- dade e o controle de natalidade de cães e gatos, anunciando que todo programa de com- bate às zoonoses deve contemplar o controle da população canina como elemento básico, ao lado da vigi- lância epidemiológica e da imunização. Porém, vale lembrar que é fundamental que o relacionamento com a comunida- de seja feito por equipe capacitada para o trabalho. No Brasil, alguns centros de controle de zoonoses investem nas suas equipes, capacitando-as nos cursos de Formação de Oficiais de Controle Ani- mal (FOCA) organizados pelo Instituto Técnico de Educação e Controle Animal (ITEC). Os oficiais de controle animal trabalham baseados no manejo etológi- co dos animais, beneficiando tanto a segurança do profissional quanto o bem-estar dos animais. Consequente- mente, nas comunidades onde atuam os oficiais de controle animal, eles passam a ser vistos como profissionais amigos da população e estimados por ela. Detalhes sobre esta questão podem ser conferidos no artigo Evaluation of X training course for animal control oficcers (FOCA's course), publicado nos anais do congresso mundial World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), que este ano, ocorreu em São Paulo, SP. Human, canine and feline demography and animal population control: a study from the region of São Paulo, Brazil é outro importante trabalho também pu- blicado nos anais do referido congresso. Os municípios que tem investido em campanhas de castrações gratuitas tem utilizado recursos próprios, sem nenhu- ma ajuda federal. Há um projeto de lei tramitando desde 2005 no Senado Fede- ral, que poderia mudar este cenário e fazer com que diversos outros municí- pios pudessem iniciar campanhas simi- lares (PLC 4/2005 -
www.senado.
gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes. asp?p_cod_mate=71941). Em maio
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Programa de controle de popu- lações de cães e gatos do Estado de São Paulo (suple- mento n. 6 do Bo- letim Epidemioló- gico Paulista - maio/2009)
Colaboradores do curso de Formação de Oficiais de Con- trole Animal (FOCA/ ITEC) durante entrega
do Prêmio Governador
Mário Covas, edição 2008. O curso rece- beu menção honrosa na categoria de inovação em gestão pública
deste ano, o PLC 4 foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, atualmente, encon- tra-se na Comissão de Assuntos Econô- micos (CAE). Acidade de São Paulo, SP, destacou-
se no cenário atual com o lançamento do Programa de Proteção e Bem-estar de Cães e Gatos (Probem - www.
prefeitura.sp.gov.br/probem). O pro- grama tem o objetivo de reduzir o nú- mero de animais abandonados da cidade de São Paulo e é resultado da união entre a Secretaria Municipal da Saúde e a Se- cretaria do Verde e do Meio Ambiente. Gilberto Kassab, prefeito da cidade, du- rante a cerimônia de apresentação do programa declarou: “admitimos que houve negligência com a questão nas últimas décadas, mas que o programa veio para apoiar os abrigos e institui- ções que recolhem os animais abando- nados”. Outros municípios, por sua vez, tem a sorte de possuir uma instituição de ensino empenhada em integrar o en- sino fornecido aos alunos com serviços prestados à comunidade. Este é o caso de Curitiba, PR, onde a Universidade Federal do Paraná fez o repasse de um ônibus (UMEE – Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde) para o Departamento de Medicina Ve- terinária, que irá auxiliar no programa de controle populacional de cães e ga- tos. Esta iniciativa, beneficia a região metropolitana de Curitiba, que contará com uma unidade cirúrgica veterinária móvel, de apoio na esterilização de cães e gatos, aliado a um trabalho de educa- ção em guarda responsável de animais.
AUMEE (Unidade Móvel de Es- terilização e Educação em Saú- de) servirá primeiramente o mu- nicípio de Curitiba, por meio de convênio firmado com a pre- feitura municipal no dia 30 de abril deste ano pelo reitor Zaki Akel e pelo prefeito de Curitiba Beto Richa, no âmbito do Pro- grama “Rede de Defesa e Pro- teção Animal de Curitiba”, da Secretaria de Meio Ambiente e coordenado pelo zootecnista Marcos Traad. Os projetos de ex- tensão a que a UMEE se encon- tra vinculada irão em seguida estender a ação para os demais municípios paranaenses – o pro- jeto “Controle populacional e de
zoonoses na região metropolitana de Curitiba” e “Controle de cães e zoonoses na APA do Irai” - utilizarão a unidade para a educação em saúde da região metropolitana de Curitiba, e o projeto de extensão “Controle de cães e zoonoses na Ilha do Mel” fará uso da unidade para o litoral paranaense. “O caminho para a UMEE tem sido
difícil mas gratificante”, comenta o pro- fessor titular dr. Felipe Wouk, responsá- vel pela área de cirurgia de pequenos ani- mais, idealizador do ônibus e coorde- nador do projeto de extensão. “O ônibus como unidade móvel de esterilização não é novidade, mas ousamos trazê-lo para dentro da universidade e inseri-lo na sociedade com o apoio de todos os ato- res envolvidos no problema”. Segundo ele “A UFPR mais uma vez mostra sua vocação de vanguarda e sintonia com as demandas da sociedade”. A aprova- ção de todos os setores da sociedade
AUnidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (UMEE), veículo do Departamento de Medicina Veterinária da UFPR, encontra-se na fase de modificação interna, após o pregão eletrônico de empresas para a sua adequação
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