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a 0,9% com o volume de 80mL/kg/h nas duas primeiras horas, seguidos de 100mL/kg/24h e da administração de fosfato de dexametasona (1mg/kg/EV), os pacientes apresentavam-se responsi- vos a alguns estímulos. Foram adminis- tradas as mesmas medicações de suporte como descrito no relato anterior (caso 1). Os resultados do hemograma do cão


Figura 2 - Mesmo paciente da figura 1 três dias após o início do tratamento para hipoadreno- corticismo clássico


o animal recebeu alta médica e pres- creveu-se acetato de fludrocortisona e (0,01mg/kg/VO, BID) e prednisona f (0,2mg/kg/VO) em dias alternados. Cerca de quinze dias após a liberação, a paciente foi levada para nova avaliação e seu estado geral era muito bom.


Casos 2 e 3 Dois cães, um macho da raça maltesa


com seis anos de idade (caso 2) e 4kg de peso corporal e uma fêmea SRD de oito anos de idade (caso 3) e 28kg de peso corporal, foram encaminhados para internação com uma diferença de 67 dias de intervalo entre um e outro. A queixa dos proprietários era de êmese, diarreia, apatia e fraqueza muscular. Os animais apresentavam sinais de coma, evidenciado pela ausência de resposta a estímulos nocivos repetidos, como di- minuição de reflexo pupilar e prostra- ção. As mucosas estavam hipocoradas, o TRC diminuído e a desidratação era superior a 10% nos dois casos. A fre- quência cardíaca do animal do caso 2 era de 49 bpm, e a do caso 3, de 40 bpm, com hipofonese de ruídos respiratórios. O pulso femoral de ambos apresentava- se fraco. Diante dos quadros apresentados, a


hipótese de hipoadrenocorticismo foi considerada. Coletou-se sangue para he- mograma e determinação da concentra- ção sérica de ureia, creatinina, sódio, potássio, cloretos, colesterol, ALT, FA, GGT, proteínas séricas totais, albumina e globulinas dos dois animais. Após cerca de quatro horas de fluidoterapia com solução de cloreto de sódio (NaCl)


maltês (caso 2) demonstraram anemia normocítica e normocrômica arregene- rativa e leucograma dentro dos parâme- tros de normalidade para a espécie. A determinação das concentrações séricas de ureia, creatinina, FA e ALT eviden- ciaram valores dentro dos parâmetros de normalidade; já os níveis de GGT en- contravam-se moderadamente aumenta- dos (10,2 UI/L). Também foram consta- tadas hiponatremia, hipocloremia e hi- percalemia (relação sódio:potásssio igual a 11,8:1). Não foram observadas alterações nos valores de proteínas totais séricas e frações, assim como na glicemia. Os resultados do cortisol antes e depois da estimulação pelo ACTH foram de 0,2mcg/dL e 1mcg/dL, respec- tivamente – que, aliados aos sinais clíni- cos, ao histórico e aos demais exames laboratoriais, confirmaram o diagnósti- co de hipoadrenocorticismo primário ou clássico. Os resultados das análises laborato-


riais do cão fêmea SRD (caso 3) não apresentaram alterações dignas de nota ao hemograma. Os valores de ureia e creatinina encontravam-se diminuídos (15mg/dL e 0,3mg/dL). Os valores das enzimas hepáticas (ALT, FAe GGT) es- tavam dentro da normalidade para a es- pécie. Observou-se ainda hipocolestero- lemia (98mg/dL), hipoalbuminemia (1,6g/dL), níveis normais de glicose sanguínea (85mg/dL), hiponatremia, hi- pocloremia e hipercalemia. As dosagens de cortisol antes e após a estimulação pelo ACTH revelaram valores abaixo dos estabelecidos para a espécie – 0,5mcg/dL e 0,8mcg/dL, respectiva- mente. Assim como no caso 2, foram realizadas medicações de suporte, flui- doterapia com NaCl 0,9%, utilizando-se o mesmo volume descrito anteriormen- te, e administração de dexametasona na mesma dose descrita para o paciente do caso 2. Em ambos os casos, os animais apre- sentaram melhora do quadro clínico ini- cial 30 a 50 minutos após a administração


da dexametasona. Passados quatro dias do diagnóstico presuntivo e da terapêu- tica instituída, os resultados dos testes de estimulação com ACTH confir- maram o diagnóstico. A remissão dos sinais clínicos se deu nesse mesmo pe- ríodo. Dois dias após, os pacientes rece- beram alta médica e recomendação para retorno após quinze dias, para nova ava- liação laboratorial e acompanhamento da resolução do distúrbio. Foram prescritos acetato de fludrocor-


tisona (0,01mg/kg/VO, BID) e predni- sona (0,2mg/kg/VO) em dias alternados e recomendou-se que retornassem para avaliações e dosagens periódicas para o controle adequado da doença. Até o pre- sente relato, os pacientes se apresentam em bom estado geral e sob controle sa- tisfatório do distúrbio.


Caso 4 Cadela da raça poodle, de doze anos


de idade e 14kg de peso corporal, foi le- vada à consulta apresentando como queixa principal do proprietário sinto- matologia gastrintestinal crônica, como vômitos recorrentes e frequentes episó- dios de diarreia, fraqueza de estabeleci- mento insidioso e aparente dor abdomi- nal ao manuseio. Foram solicitados os mesmos exames (hemograma e exames bioquímicos séricos) dos pacientes an- teriormente relatados. Como a paciente não apresentava sinais de choque hipo- volêmico ou desidratação, embora se locomovesse com dificuldade e apre- sentasse apatia e pouca reação a estímu- los, os exames solicitados tiveram o objetivo de elucidar melhor o quadro apresentado. Os resultados indicaram ausência de alterações eletrolíticas e re- lação sódio:potássio de 29:1, hipocoles- terolemia (108mg/dL) e eritrograma com resultado normal. Outros achados: monocitose (2.632/L), aumentos de FA (294 UI/L), GGT (8,9 UI/L) e ALT (386 UI/L) e valores de proteína total e frações normais para a espécie. Diante dos achados laboratoriais, da queixa de apatia contínua e da manutenção das alte- rações gastrintestinais, aventou-se a possibilidade de hipoadrenocorticis- mo atípico. O teste de estimulação pe- lo ACTH foi realizado como descrito


d) Azium® - Shering-Plough, Rio de Janeiro, RJ e) Synacthène®


São Paulo,SP f) Florinef®


g) Meticorten®


- Novartis Pharma S. A., França, Tradefarma, - Bristol Myers Squibb, São Paulo, SP


5 mg - Shering-Plough, Rio de Janeiro, RJ Clínica Veterinária, Ano XIV, n. 83, novembro/dezembro, 2009 57


Luciana Peralta S. Gonçalves


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