pode ter consequências hematológicas irreversíveis como hipoplasia de medu- la óssea, gerando pancitopenia. Amielo- toxicidade por estrógeno ocorre em 15% dos cães com sertolinoma que apresentam síndrome de feminização 4 Nos casos de doença não metastática,
.
a orquiectomia com ablação escrotal é o tratamento de escolha e curativo. Após a retirada do testículo, deve-se proceder a análise histopatológica para confirma- ção de diagnóstico. O prognóstico para animais com alterações hematológicas associadas a infecção secundária ou he- morragia é reservado devido à alta mor- bidade e mortalidade dessa condição1 Neste artigo será descrito um caso in-
.
comum de hiperestrogenismo secundá- rio a metástases de sertolinoma em lin- fonodos sublombares e ilíacos.
Relato de caso Foi encaminhado ao Hospital Veteri-
nário da Universidade Anhembi Mo- rumbi um cão macho, sem raça definida (SRD), de médio porte e treze anos de idade, apresentando aumento de volume
Figura 1 - Canino, macho, SRD, treze anos. Na posição lateral, notar áreas alopécicas simétricas bilaterais em dorso, região cervical, membros e cauda, além de hiperpigmentação cutânea
em região inguinal com evolução de dois anos e crescimento progressivo. Segundo o proprietário, o animal ha-
via sido medicado com anti-inflamatório, sem melhora. Ao exame físico, o estado geral era regular, destacando-se a presen- ça de alopecia em região dorsal e hiper- pigmentação da pele. O animal estava hi- dratado, com mucosas normocoradas e à auscultação apresentava bulhas regulares normofonéticas sem sopro (Figuras 1 e 2).
À palpação, pre- sença somente do testículo direito em bolsa escrotal e aumento de volu- me em região in- guinal esquerda (aproximadamente 15cm de diâmetro, consistência firme e não aderido). Na palpação retal, observou-se au- mento prostático. Não houve alte-
rações na avaliação hematológica, na bioquímica (crea- tinina, ureia) e na radiografia toráci- ca, porém o exame ultrassonográfico mostrou aumento de próstata (4,3 x 3,8 x 2,8cm), com áreas císticas difusas pelo parênquima
Figura 2 - Canino, macho, SRD, treze anos. Na posição dor- sal, notar áreas alopécicas simétricas em dorso, região cer- vical, membros e cauda, além de hiper- pigmentação cutânea
Márcia Marques Jericó - HVAnhembi Morumbi
Márcia Marques Jericó - HVAnhembi Morumbi
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