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Os desafios continuação


“74% de todos os filiados da ITF em países de baixa renda têm notado um aumento no número de trabalhadores informais em seus países.” Trabalho Precário e Trabalho Decente no Setor do Transporte: Relatório da ITF sobre estudo de linha de base, fevereiro de 2013


75. Em muitos países, a privatização dos serviços de ônibus municipais acessíveis levou à sua substituição por tipos informais de transporte: serviços de micro-ônibus, Jeepneys (um tipo de jipe), serviços de triciclo geridos pelos pequenos operadores com pouco capital, e que empregam um ou dois outros motoristas. Estas operações têm poucos ou nenhum padrão operacional ou de emprego, e são frequentemente inseguros, particularmente para as mulheres que utilizam estes tipos de transportes. No entanto, eles são uma fonte de subsistência precária para milhares de motoristas que trabalham longas horas por salários baixos, sem benefícios sociais e sem segurança no emprego. Esta é uma força de trabalho que cresce cada vez mais e que é notoriamente difícil de sindicalizar. Embora alguns sindicatos tenham mostrado que é possível sindicalizar entre trabalhadores precários e informais – alguns casos em grande número - e que se apresenta aos sindicatos como um grande desafio.


76. Os táxis legalizados também estão se tornando não- legalizados (informais) em muitas cidades, um processo que ameaça lançá-los nos mesmos níveis de insegurança e de falta de garantias operacionais como outras formas de trabalho transporte informal.


77. O envolvimento dos jovens nos sindicatos parece ter declinado em muitos países. Os sindicatos precisam mostrar-lhes a relevância dos(das) jovens trabalhadores(as).Os empregadores estão apresentando aos jovens trabalhadores um novo mundo de empregos precários, como se eles pudessem obtê-lo.


“O fato de que mais de 40% dos desempregados, quase 75 milhões, são jovens com menos de 25 anos, é igualmente alarmante. As taxas de desemprego de jovens de 56% na Espanha e de 38% em Portugal. A Itália reflete a extensão devastadora da crise. Na União Europeia, eles vão se manter acima de 17% até 2015, segundo a Organização Internacional do Trabalho - OIT.” (ITUC) L20 Declaração Sindical para a Reunião dos Ministros das Finanças e do Trabalho do G20, Moscou, Rússia, 18 e 19 de julho de 2013


16 Dumping Social


“O pagamento do Motorista de caminhão "é algo que todos nós temos que vir a enfrentar", disse Presidente Nacional Schneider e o CEO Christopher B. Lofgren em 18 de setembro na Conferência JOC de Distribuição Interior em Kansas City. " Os motoristas hoje estão fazendo o que eles faziam em 2005. Há uma enorme disparidade entre os salários dos motoristas e outros salários.” Journal of Commerce (JOC), 24 de outubro de 2013


78. A globalização tem prosperado na capacidade dos empregadores fornecerem trabalho em todo o mundo, e os operadores de transporte não são exceção. Na Europa, os empregadores estão tentando reinterpretar as regras da UE a fim de se tornarem representantes do dumping social. Outros blocos econômicos sub-regionais estão buscando políticas baseadas na liberalização econômica. Há estados que permitem às empresas estrangeiras evadir a regulamentação, permitindo-lhes registrar suas empresas "offshore".


79. Não pode haver melhor demonstração da crueldade deste processo de "dumping social" do que a situação da Gente de Mar que trabalha sob bandeiras de conveniência (FOCs). Um terço de transporte de carga do mundo está registrado sob FOCs, permitindo aos proprietários de embarcações se esquivarem de suas próprias leis nacionais de emprego e de segurança. Um sistema semelhante foi lentamente se espalhando à longa distância do transporte rodoviário por caminhões e em direção das companhias aéreas.


80. As companhias aéreas também na mesma prática falha da indústria naval, o uso da agência de trabalho móvel em nível mundial. As companhias aéreas na região nórdica estão começando a empregar o pessoal da agência baseada em locais de salários mais baixos na Europa e Ásia, a fim de cortar os custos trabalhistas nacionais. As transportadoras aéreas de baixo custo têm tentado concorrer a serviços contra os serviços ferroviários em dificuldades e as transportadoras aéreas mais estabelecidas. Em um esforço para reduzir drasticamente os custos operacionais, essas operadoras estão começando a selecionar registros de aeronaves que maximizem a sua capacidade de fornecer trabalho de todo o mundo, reduzir condições, limitando os direitos dos trabalhadores, e impedindo a entrada dos sindicatos. O pior é que foram preparadas para ameaçar a segurança operacional.


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