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Os desafios continuação


são vistos na agricultura, alimentos, segurança, recursos hídricos, clima, saúde, ecossistemas e infraestrutura, incluindo a infraestrutura dos transportes. Qualquer reestruturação da energia vai requerer maiores mudanças no caminho que a indústria dos transportes utiliza: o combustível fóssil.


“O Instituto de Responsabilidade Climática não- governamental que investigou empresas tinham extraído os combustíveis à base de carbono que têm impulsionado as mudanças climáticas. De acordo com o relatório, 90 entidades internacionais emitiram 914 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente [...] nos últimos 259 anos. As piores são as companhias petrolíferas, com a Chevron no topo da lista, com 3,5% de todas as emissões históricas. Apenas sete dos 90 não funcionam nos setores de carvão, petróleo e gás.” Mail & Guardian, 29 de novembro de 2013


54. Implementar "a redução, a mudança e a melhoria" da iniciativa da ITF, será um grande desafio. No entanto, a transição energética para um nível limpo, com base em energias renováveis, o sistema de baixa emissão de carbono, que atenda as principais prioridades sociais e ambientais não vai acontecer sem uma mudança no poder para com os(as) trabalhadores(as), comunidades e o público. Sistemas responsáveis do setor público são necessários, se quisermos ter sistemas de energia sustentável no futuro.


Impacto da privatização e liberalização


55. A globalização abriu um número crescente de países e de seus serviços públicos, incluindo o transporte para o investimento estrangeiro. Muitos países competem entre si para se tornar o local de centros estratégicos regionais ou globais. Alguns governos oferecem severas limitações às liberdades sindicais, como parte de sua proposta com a finalidade de atrair investimentos de multinacionais.


56. As empresas, por outro lado, competem entre si para adquirir grandes quantidades de capital necessárias para aproveitar essas oportunidades de lucro. Para isso, muitas delas se voltaram para grandes investidores institucionais, tais como fundos de pensão.


57. O Transporte, por si só, já foi sujeito às forças da privatização e à liberalização dos ônibus locais, às ferrovias nacionais, às companhias aéreas transportadoras que usam bandeira e às frotas mercantes. O Transporte se tornou mais globalizado e


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mais concentrado, seja dentre alianças aéreas ou marítimas, ou com o surgimento de provedores multinacionais de transporte urbano, operadores portuários globais ou as gigantes empresas de logística multimodais.


Multinacionais


58. Tal como acontece com outras indústrias, o transporte continua a ver um domínio cada vez maior de empresas multinacionais, assumindo as operações de transporte anteriormente detidas por empresas nacionais ou públicas. As multinacionais, às vezes, pretendem defender normas fundamentais do trabalho, mas os seus padrões e mecanismos voluntários de responsabilidade social corporativa são raramente mais do que cosméticos, e raramente cobrem operações subcontratadas. Mesmo onde as empresas assinam Acordos Internacionais chamados IFAs, elas podem aplicar padrões diferentes, dependendo do país em que operam. A mesma empresa pode ter boas relações industriais e práticas de trabalho em um país - muitas vezes no país de origem -, mas ao mesmo tempo, ser anti-sindical, e violar as normas de trabalho em outros lugares. Os sindicatos da ITF, em tais empresas, tiveram ganhos significativos, trabalhando em conjunto para expor padrões duplos, e vencer lutas sindicais; mais trabalho pode ser feito neste campo para constituir a força, aumentar a influência e entregar benefícios para todos(as).


“Depois de uma longa luta, agora temos o aviso de negociação coletiva de competência do Ministério do Trabalho e da Segurança Social para a DHL Turquia. Esta vitória não é apenas a vitória do TUMTIS, mas é a vitória da luta coletiva e de solidariedade internacional.” Kenan Ozturk, TUMTIS


A governança global


59. A preocupação com o poder das empresas multinacionais tem levado a uma série de tentativas de regulamentação internacional de códigos de conduta, tais como as orientações da OCDE (The Organisation for Economic Co- operation and Development), ou seja, Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento. Governos são abordados através de Convenções Internacionais assinadas pelos governos na Organização Internacional do Trabalho (OIT).


60. No transporte marítimo e da aviação civil, uma ampla gama de padrões operacionais internacionais importantes


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