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36 World Travel Market Latin America Show Guide 2015


WTM Latin America 2015 Latin America


Bem-vindo à América Latina


Assim como todas as regiões do mundo, os países latino-americanos estão realizando o enorme potencial que o turismo oferece para trazer estabilidade econômica e aumentar a geração de empregos. As viagens e o turismo contribuíram diretamente com mais de US$ 142,5 bilhões para o produto interno bruto (PIB) da América Latina em 2013. Até 2024, a previsão é que essa cifra se eleve para US$ 600 bilhões.


América do Sul Sozinha, a América do Sul atraiu 27,4 milhões de chegadas de turismo em 2013, segundo cifras da Organização Mundial do Turismo (OMT) das Nações Unidas. Prevê-se que esse número atingirá 40 milhões até 2020 e 58 milhões até 2030 e que o turismo receptivo sul-americano representará cerca de 3% do turismo mundial em 2030, se a projeção de 58 milhões se concretizar. Na América do Sul, o Paraguai vem


apresentando um dos melhores desempenhos em nível internacional em anos recentes, tendo quase dobrado o número de chegadas de turistas internacionais. Elas passaram de 341.000 em 2005 para 610.000 em 2013. E o que é mais importante: a renda gerada pelo turismo internacional cresceu de US$ 78 milhões em 2005 para US$ 275 milhões em 2013, de acordo com a OMT. No Chile, o turismo é responsável por


280.000 empregos diretos, por 3,5% do total das exportações e por 25% das exportações de serviços do país. Segundo a OMT, o Chile lançou recentemente


o programa econômico Chile de Todos, que tem no turismo um dos principais pilares do desenvolvimento econômico.


América Central


As chegadas internacionais à América Central vêm crescendo continuamente em anos recentes, sendo os Estados Unidos o principal mercado emissor, segundo análise da Canadian Travel & Tourism. A pesquisa revela que a Costa Rica terá o


crescimento mais rápido nos anos vindouros, crescendo a uma média de 5,9% ao ano até 2019. Um dos maiores pilares do setor de turismo


centro-americano é o ecoturismo; em particular, países como Costa Rica e Nicarágua tiram proveito


desse segmento. Embora a América Central esteja atraindo mais chegadas internacionais, a instabilidade política permanece um motivo de preocupação.


A ascensão da classe média Como se sabe, o segredo para atrair mais turistas é não só oferecer uma boa variedade de acomodações, como também acompanhar as tendências. Na América Latina, particularmente no


México, na Colômbia e no Brasil, fatores como o crescimento econômico e a ascensão da população de classe média levaram a uma maior demanda de acomodações, e as empresas hoteleiras internacionais reagiram a essa tendência. Para tirar proveito do potencial de crescimento,


várias operadoras de hotéis estão se expandindo na região. Por exemplo, a Starwood Hotels and Resorts Worldwide abrirá o W Santa Fe na Cidade do México este ano, enquanto o St. Regis Kanai será inaugurado na Riviera Maya em 2016. Em 2013, a Best Western International anunciou


grandes planos para a região: abrir 29 hotéis no México e nas Américas Central e do Sul dentro de sua estratégia de expansão para 2014 e 2015. Alguns dos projetos de construção mais ambiciosos estão no Brasil. Por exemplo, o Complexo Hoteleiro de Caldas Novas, com quatro torres, 782 apartamentos, 14 piscinas e estacionamento, foi inaugurado em 2013 e envolveu um investimento de US$ 90 milhões. As obras do Belo Horizonte Tulip Inn Savassi


Hotel, no bairro da Savassi, em Belo Horizonte, foram concluídas em março de 2014 e incluíram 240 apartamentos, academia de ginástica, piscina, sala de conferências e restaurante. Esse estabelecimento de luxo hospedou um grande número de turistas durante a Copa do Mundo da FIFA em 2014, assim como o Complexo Hoteleiro de Brasília, de cinco estrelas. De acordo com análise da Canadian Travel &


Tourism, o México registrou a maior participação de hotéis de luxo em termos da receita geral do mercado hoteleiro, com 55,2% em 2013. Apesar de ser o menor mercado das Américas,


o Peru apresentou a maior taxa de crescimento da região em termos de número de estabelecimentos hoteleiros, com uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 4,13% no período em análise.


O Brasil registrou o maior aumento da receita média por quarto disponível em hotéis de luxo da região, com um CAGR de 13,98% durante o período histórico. No entanto, esse indicador teve queda na Argentina, com um CAGR de -2,11% O México deve registrar o maior CAGR (6,77%) no período de previsão. A receita média por quarto disponível deve apresentar queda substancial na Argentina, com um CAGR de -13,45%, e queda ligeira no Brasil, com um CAGR de -0,78%


Hotéis de preço baixo A categoria de hotéis de preço baixo continua sendo uma área de interesse para os hoteleiros. No caso dos hotéis existentes, é esperado um


forte crescimento do rendimento por quarto no período de previsão, e existe uma grande oportunidade de investimento em economias emergentes onde há poucos hotéis de marca estabelecidos fora das cidades principais. De acordo com a Jones Lang LaSalle, as quatro


maiores economias da América Latina – Brasil, México, Argentina e Colômbia – precisarão de 425.000 novos quartos de hotel no período de 2014 a 2024, a maioria dos quais na categoria de preço baixo.


Segundo análise da Canadean Group, em termos


de receitas o Brasil teve a maior participação (18,7%) entre os hotéis de preço baixo do setor nas Américas em 2013, enquanto o México respondeu pela menor participação, com 5,9%. Argentina e Peru ficaram em segundo e terceiro lugares, com participações de 14,3% e 13,2%, respectivamente. n


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