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Nautimodelismo
to/funções nas embarcações reais ou temos a submersão dinâmica, quando a onde? E que profundidade podem
mesmo fazer alguns quilómetros para submersão é feita com lastro temos a atingir? Há o perigo de se perder a
estar perto do objecto a reproduzir. submersão estática. É usual os mode- embarcação?
Em termos de aproximação ao real é los estáticos fazerem uso de uma solu- Estes modelos podem navegar em
possível conseguir uma simulação bas- ção mista, enchendo o tanque de lastro quaisquer locais, em lagos, rios, pis-
tante convincente, a pintura com a uti- até uma flutuabilidade quase neutra e cinas, praias (atenção às autorizações
lização de varias técnicas possibilitam usar os hidroplanos para submergir. Os e permissões locais) observando que
acabamentos verdadeiramente extraor- modelos de submersão dinâmica são não existam obstáculos abaixo do nível
dinários, reproduzindo desde desgas- normalmente mais fáceis de construir, da água e onde se garanta uma boa vi-
tes temporais até estragos provocados operar e mais acessíveis economica- sibilidade. A profundidade a que podem
por projécteis. mente e porque mantém uma flutua- ir depende essencialmente do sistema
O número de funções por sua vez, va- bilidade sempre positiva os riscos de de rádio que o modelista possui, a dis-
ria consoante aquilo a que o modelista perda do modelo são bem menores. Os tancia a que o modelo se encontra da
se propõe e no caso do modelo S636 Ar- modelos estáticos são mais exigentes margem e as características da água. É
gonaute por exemplo para além da varia- na operação, construção e manutenção, necessário considerar que a quantidade
ção do motor e lemes foi dimensionado mas com um comportamento mais re- de sais e matéria orgânica presentes as-
para alojar dois tanques de lastro de 750 alista. sim como os níveis de contaminantes,
mililitros para submersão estática com A definição de submarino e submersí- temperatura e fenómenos de reflexão da
água influen-
vel pren- ciam o alcance dos sinais de rádio.
de-se com o facto dos Locais de água doce permitem uma
últimos terem uma área de acção profundidade de operação tipicamente
sensor mais limitada, maior mobilidade não até aos dois metros, em piscinas com
de profundidade, aber- sendo totalmente autónomos, necessi- cloro a uma profundidade inferior e em
tura das portas de torpedos e seu dis- tando de embarcações de apoio ou pla- água salgada alguns centímetros.
paro, abertura de escotilhas, elevação taformas para recarregar/substituir ba- Idealmente a profundidade a operar
dos mastros, recolhimento dos hidro- terias, manutenção e trocas de oxigénio deverá ser pouco abaixo da superfície
planos frontais, iluminação e som. contando com uma tripulação limitada para se manter o contacto visual com
Nada verdadeiramente extraordinário ou controlados remotamente. o modelo.
quando já é possível observar modelos Em modelismo é possível a reprodu- A perda do modelo por afundamento
com vídeo e sonar. ção de ambos, desde submarinos ató- parece à primeira vista uma fatalidade
A submersão/imersão pode ser dinâ- micos Typhon até ao submersível Alvin inerente a este tipo de modelos, mas
mica ou estática. Nos modelos quando com a aplicação de um ou outro tipo de não é tão usual como possa parecer,
a submersão é levada a cabo pela acção sistema de submersão. menos ainda em modelos dinâmicos
da deslocação (velocidade) em conjun- por manterem uma flutuabilidade positi-
ção com a inclinação dos hidroplanos Os modelos podem navegar va, em modelos estáticos e por ser pos-
69 Junho 2009
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