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Basquetbol
TORNEIO NACIONAL SUb-14 ve equilíbrio nos primeiros 6 minutos. Resultado
final 49-42.
Neste primeiro dia o Ginásio fez também dois
FinAl A 5
jogos, com outras tantas vitórias. Ganhou ao Por-
to por 44-37 e ao Sportiva por 71-22.
O segundo dia começou com o jogo Sportiva
– Barreirense. Foi um jogo em que a superiori-
dade do Barreirense nunca foi posta em causa,
tendo liderado sempre o marcador e com algum
conforto. O resultado de 45-55, não espelha a di-
ferença de nível entre as equipas. Depois deste
jogo, disputou-se um electrizante Porto – Seixal.
Jogo muito disputado, defesas muito aguerridas,
incerteza até final com a vitória a cair nos últimos
segundos para os portistas, 47-46.
À tarde disputou-se a primeira final. A vitória
do Barreirense poderia significar o título nacio-
nal. Este jogo foi um espelho da vida. Na vida há
N
os dias 12, 13 e 14 de Junho, no Pa- ficuldade de adaptação dos jogadores ao piso alegrias e tristezas, há super-heróis e momentos
vilhão Municipal da Torre da Marinha sintético, muito rápido – a mesma força aplicada, de fraqueza, há boas e más decisões, há fan-
encontraram-se 5 equipas (FC Barrei- resulta em maior ressalto da bola. No final do 1º tasias (o capitão Gancho foi um dos árbitros ao
rense, Seixal, União Sportiva Açores, período registava-se um resultado 4-7 para o jogo) e realidades. O Ginásio tem uma equipa
Ginásio Figueirense e FC Porto) para disputar a Barreirense. muito boa. Tem no seu nº 7 o cérebro da equipa,
final nacional de Sub-14. A equipa da Madeira, No 2º período, o Barreirense passou depois mas todos defendem bem e todos atacam sem
o CAB Madeira, estava também apurado para a por uma fase menos boa e o Seixal ia conseguin- medo de assumir as jogadas, sem medo de fa-
final nacional, mas infelizmente, por motivos fi- do uma exibição regular, que lhe permitiu chegar lhar. Ganhou o Ginásio 40-37, podia ter ganho o
nanceiros, não se puderam deslocar à Torre da aos 17-13. A parte final do 2º período foi bem Barreirense.
Marinha. Mais um sinal da crise, mais uma con- jogada por ambas as equipas, terminando com No outro jogo do dia, o Seixal cilindrou a
firmação de que o Desporto é um parente pobre uns equilibrados 19-20. Sportiva por 68-25.
da sociedade portuguesa. No 3º período nenhuma das equipas se en- No primeiro jogo de Domingo, o Porto esma-
O primeiro jogo da Final opôs as duas equipas controu. Os colectivos existiram muito pouco, gou a Sportiva por 84-30 e no último jogo do Tor-
do Sul, o Barreirense e o Seixal. Rivalidade his- houve perdas de bola constantes e muitos ces- neio jogar-se-ia a final que decidiria o campeão
tórica entre dois históricos do basquetebol na- tos fáceis desperdiçados. O resultado final do nacional e o Vice-Campeão.
cional. Já vão substituindo a palavra rivalidade período era de 23-25. O Ginásio entrou demolidor, o Seixal tardava
por fraternidade. O melhor exemplo é o convívio O Seixal começou bem o 4º período, colo- a entrar no jogo. No 1º período chegou a haver
saudável entre jogadores das duas equipas. É cando o resultado em 29-25. O Barreirense não uma diferença de 16 pontos. O intervalo chega-
frequente vermos os miúdos em amena conver- estava a lidar bem com a pressão e as perdas ria com 30-25 para o Ginásio. O terceiro período
sa. As selecções regionais também dão um bom de bola eram frequentes. Quando faltavam 30’’ foi muito equilibrado, mas o Ginásio foi sempre
contributo para a aproximação entre os jovens. para o jogo terminar, com o resultado em 37-31, à frente, jogando com consistência e sereni-
Seixal e Barreirense já se tinham defrontado 5 o Barreirense arrancou um triplo e a esperança dade. O Seixal tentava meter as suas jogadas
vezes nesta época e só no 5º jogo é que o Bar- renasceu. Resultado 37-34. O jogo foi decidido planeadas mas raramente tinha êxito. No último
reirense se bateu de igual para igual, com incer- pelo que o Seixal conseguiu produzir e pelo que período houve mais Seixal, mas houve sempre
teza no marcador até ao fim, tendo acabado a o Barreirense não conseguiu produzir no 4º perí- Ginásio. O Seixal chegou a liderar o marcador
vitória por sorrir ao Barreirense por dois pontos. odo. Resultado final 39-35. aos 37-36, e ampliou mesmo a vantagem para 3
Ambas as equipas se apresentaram na final sa- Na 2ª jornada o Barreirense jogou contra o FC pontos, quando faltavam 1’30’’ para o término da
bendo que estavam ao mesmo nível qualitativo Porto e jogaram ao seu melhor nível. O FC Porto partida. Numa boa jogada de ataque do Seixal,
e que o resultado dependeria de pequenos de- tem uma equipa compacta, homogénea, com estes falharam, desgraçadamente para as cores
talhes. poucos destaques individuais, excepção feita azuis - rubras. Na resposta o Ginásio converteu
Os jogos, dada a existência de jornadas bi- porventura ao seu nº 12, que esteve muito bem e colocou o resultado na diferença mínima. O
diárias, foram disputados a 4 períodos de 8 mi- neste jogo, uns furinhos acima dos seus compa- que se seguiu foram falhas ofensivas do Seixal
nutos. O jogo começou e começou a tremideira nheiros. O Barreirense fez um bom jogo, pese e concretizações do Ginásio, com ataques se-
nervosa de ambas as equipas. Ataques falhados embora a pouca eficácia de concretização. renos. Houve ainda direito a vários lançamentos
de parte a parte, algumas perdas de bola. Aos No 1º período lideraram com uns escassos do Ginásio, da linha de lances livres, que com
dois minutos de jogo, o resultado registava um 11-10. No 2º período tinham 22-19. No final do eficácias de 1 em 2, conseguiu segurar a vitória.
duplo nulo. Os primeiros pontos do Torneio fo- 3º período o resultado registava 35-32, sempre 46-44, para o Ginásio
ram para o Barreirense. Notou-se uma certa di- com vantagem Barreirense. No 4º período hou- Texto e Fotos: FCB
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Junho 2009 0
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