EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
ganhos significativos na operação do sistema, na manutenção e no volume de água produzido”, resume. O aumento na produção, de
acordo com Fernandes, é resultado direto da maior eficiência na lavagem dos filtros e diminuição de perdas, conciliadas com outras melhorias fei- tas na ETA Guandu. “Um exemplo disso foi verificado no verão passa- do, quando altíssimas temperaturas elevaram a demanda de água e che- gamos a aumentar a produção em mais 2.000 l/s, batendo nosso pró- prio recorde mundial de produção de água em uma única estação de trata- mento”, conta ele. Mais do que a economia de energia e de água, o Projeto Guandu marcou o início de uma promissora parceria entre a Light e a Cedae, co- mo relata o diretor de Novos Negó- cios da concessionária, Paulo Rober- to Pinto. “O trabalho que fizemos em conjunto com a Cedae, além de tra- zer um benefício enorme para a ci-
dade do Rio de Janeiro, foi também um grande aprendizado. A Cedae, até quatro anos atrás, era uma em- presa
inadimplente com a Light.
Com a chegada do presidente Wag- ner Victer foi possível fazer uma rene- gociação de todo esse débito e, em contrapartida, as duas empresas se tornaram parceiras efetivas na utiliza- ção dos recursos de eficiência ener- gética”, elucida ele. Parceria de sucesso que tam-
bém é celebrada por Wagner Victer. Para o presidente da Cedae, trata- -se de uma experiência a ser repeti- da em muitas oportunidades. “O pro- jeto congregou a excelência de duas grandes empresas em prol de um programa moderno e sustentável. Não restam dúvidas de que é uma parceria importantíssima para a Ce- dae, Light e, fundamentalmente, para a população do Rio de Janeiro, que é quem mais sai ganhando, pois se beneficia dos resultados assinala Victer.
obtidos”, Guaicurus e André Azevedo: obras melhoram rendimento e eficiência de estações elevatórias Outros dois casos de êxito
na parceria entre Light e Cedae são as obras concluídas em 2011 na Estação Elevatória de Água (EEA) Guaicurus, no Rio Comprido, e na Estação Elevatória de Esgoto (EEE) André Azevedo, em Copacabana. Os projetos de eficientização ener- gética nessas estações priorizaram a modernização de equipamentos antigos, por meio de reformas ou substituição nos aparelhos. Com um investimento R$
1,83 milhão, na EEA Guaicurus, elevatória de água responsável pe- lo abastecimento de parte da Zona Sul e alguns bairros do Centro do Rio, foram substituídos dois con- juntos de motobombas efetivos de
750 cv, dos sete responsáveis pelo abastecimento do setor Novo Mundo, e um de 750 cv, dos quatro conjuntos do setor França, por equipamentos de melhor rendimento. “Além disso, foi realizada a instalação de medido- res de energia elétrica para monitora- mento do consumo e do rendimento das bombas”, explica um dos res- ponsáveis por projetos de PEE, Fábio Garcia. Os resultados alcançados com as medidas são a economia de energia de 6.053 MWh/ano e 620 kW retirados da demanda na ponta. Já na EEE André Azevedo,
que recebeu investimentos de R$ 2,03 milhões, as medidas de eficien- tização proporcionaram uma eco- nomia de energia de 2.029 MWh/
ano, com 223 kW retirados da demanda na ponta. A estação é responsável pelo bombeamen- to de 3.000 l/s de esgoto para o emissário submarino de Ipanema e ganhou reformas em seus seis conjuntos de motobombas de 250 cv. Também foram instalados seis inversores de frequência com o objetivo de controlar a rotação das bombas em função do nível do reservatório de sucção. “Com essas medidas, será possível manter a pressão de sucção das bombas elevada e constante, au- mentando o rendimento delas. E ainda reduzimos as paradas de manutenção, que representavam um custo alto”, conclui Garcia.
AGOSTO 2011 35 •
Marco Antônio Donatelli, superintendente da área de Grandes Clientes da Light
HUMBERTO TESKI
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