EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Uma mudança fundamental
no marco regulatório foi a entrada em vigor da recente Lei 12.212/2010, que alterou a Lei 9.991/2000. A legislação determina que o investimento mínimo das concessionárias e permissioná- rias de distribuição de energia elétrica aplicado em programas de eficiência para consumidores beneficiados pe- la tarifa social passasse de 50% para 60% dos recursos.
Com isso, os investimentos do
PEE voltados para esse segmento aumentaram significativamente: ape- nas no Projeto Comunidade Eficien- te VI, desenvolvido em 2009 e 2010, o investimento foi de mais de R$ 57 milhões, valor que ultrapassa a soma de investimentos de todas as fases do projeto desde 2002. E a expecta- tiva é de que esse valor chegue a R$ 70 milhões no biênio 2011/2012. O Programa contempla qua-
tro projetos voltados para as comu- nidades de baixa renda. O mais tradi- cional é o Comunidade Eficiente, que
há nove anos promove ações edu- cativas com o intuito de transformar hábitos de consumo de energia em uso racional. O projeto ganhou impul- so com a pacificação de comunida- des em áreas de risco pela Secreta- ria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro e vem realizando a troca de geladeiras antigas e lâmpadas incan- descentes por novas mais eficientes, além de melhorias nas instalações elétricas internas das residências. Mas, se por um lado, a no-
va norma regulatória é bem-vinda pa- ra os beneficiados que já possuem o NIS, por outro, representa um grande desafio para o PEE: a maioria dos mo- radores das comunidades de baixa renda ainda não é cadastrada e, pela legislação, não poderia ser beneficia- da com as ações dos projetos de efi- ciência energética. “Por causa da no- va regra, que estipula essa distinção, os moradores sem o NIS não podem receber as geladeiras mais eficientes doadas pelo Projeto Comunidade Efi-
Evolução da ROL x Investimentos PEE
Anualmente, 0,5% da Receita Operacional Líquida (ROL) da Light deve ser destinada ao Programa de Eficiência Energética. No entanto, nos últimos anos, a companhia tem superado esse percentual e investido muito mais em projetos da área.
R$ milhões
70 60 50 40 30 20 10 0
ROL meta PEE
ciente. Como o compromisso da Light com a sociedade vai além das deter- minações regulatórias, estamos traba- lhando alternativas para beneficiar to- da a comunidade”, adianta Raad.
Área passa por
reorganização interna Internamente, cerca de 20 fun-
cionários da Light estão envolvidos nas atividades de coordenação do PEE e nas de execução dos projetos de eficiência energética. Segundo Bruno Apostólico,
responsável pela implantação do no- vo sistema de gestão do PEE, os processos serão informatizados para que se tornem mais eficazes. “A im- plantação do novo sistema está em fase final de adequação com o SAP. Os técnicos das áreas executoras serão treinados para utilizarem o sis- tema como ferramenta para acompa- nhar os processos”, explica ele, que destaca ainda a importância do de- talhamento dos procedimentos para acompanhar e elaborar todas as ati- vidades de gestão. Nos próximos meses, um ma-
peamento de processos estabelece- rá procedimentos e regras para ope- racionalização
dos projetos pelas 2008 2009 2010 2011* *ROL estimada/meta PEE | •ROL PEE = 0,5% da ROL da Light 14 • AGOSTO 2011 2012*
áreas executoras. “Daremos início à revisão da INO (Instrução Normativa) para os projetos de eficiência ener- gética. O mapeamento adequado da quantidade de processos e de traba- lho permitirá o redimensionamento da equipe na proporção das responsa- bilidades e das atividades exercidas”, explica Raad. A reorganização interna não é o único desafio a ser enfrentado pe- la área. Será realizada uma auditoria contábil e financeira dos 12 projetos concluídos até o momento, já sob os critérios do Manual de Orientação dos Trabalhos de Auditoria Contábil e Financeira dos Projetos de Eficiência Energética e Pesquisa e Desenvolvi- mento, lançado pela ANEEL em ja- neiro de 2011.
FONTE: LIGHT
25,3 15,6 25,5 33,0 27,5 63,5 28,1 51,6 31,5 64,4
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