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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA


Emerson Salvador e Rafael David: exigências maiores para concessão do Selo Procel garantem eficiência dos produtos avaliados


Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE): produtos contemplados com o Selo Procel são caracterizados pela faixa “A”


tudos do Procel começaram há cerca de dois anos. Após a contratação de um laboratório idôneo, que comprou os equipamentos, realizou ensaios e identificou todas as marcas de for- nos à venda no mercado, o Inme- tro disponibilizou em consulta públi- ca o regulamento para etiquetagem dos fornos. “Estamos agora em fase de recebimento e análise das contri- buições proporcionadas pela con- sulta pública, e o próximo passo se- rá identificar, a partir do regulamento do Inmetro, os produtos mais eficien- tes, dentre aqueles já etiquetados, pa- ra receberem o Selo Procel até o final deste ano”, explica David, acrescen- tando que os fornos de micro-ondas contemplados poderão oferecer de 5% a 10% mais economia de energia.


Produtos cada vez mais eficientes Além dos fornos de micro-on-


das, a previsão é de que, ainda em


2011, ventiladores de mesa recebam o Selo Procel e, ano que vem, centrí- fugas de roupas, televisores no mo- do ativo e luminárias com lâmpadas de descarga e lâmpadas a LED tam- bém sejam contemplados. “Além dos sinais de trânsito, já identificamos a entrada no mercado de LEDs em lu- minárias para iluminação das ruas. É um produto novo, e o LED, por si só, é uma tecnologia eficiente. Por is- so, lançaremos uma consulta pública para etiquetagem de luminárias com lâmpadas de descarga e lâmpadas a LED. E, posteriormente, vamos esta- belecer nossos critérios para conce- der o Selo para aquelas mais eficien- tes”, antecipa David. Outros produtos, como chu- veiros elétricos, lâmpadas tubula- res, fornos de padaria e bebedou- ros, começaram a ser pesquisados em 2011 e devem receber o Selo nos próximos dois anos.


O Selo Procel é um diferencial


de mercado e, portanto, apenas os produtos caracterizados pela faixa “A” na etiqueta do Inmetro são con- templados, representando cerca de 20% a 30% dos modelos de equipa- mentos avaliados. Segundo David, o objetivo é estimular a indústria pa- ra que, a cada ciclo de avaliação, os equipamentos se tornem cada vez mais eficientes. Para o gerente da Divisão de


Eficiência Energética do Procel, Emer- son Salvador, a constante revisão das exigências no processo de conces- são do Selo é a grande responsável pelo crescente aumento na eficiência energética dos produtos avaliados. “Com isso, atualmente, uma geladei- ra, por exemplo, consome 40% a me- nos do que aquelas fabricadas há 15 ou 20 anos”, comemora. Rafael David ressalta que a efi-


ciência energética não é o único crité- AGOSTO 2011 17 •


HUMBERTO TESKI


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