EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
zado em semáforos. A cidade de São Paulo foi a pioneira na instalação do sistema em sinais de trânsito e conta atualmente com cerca de 20 mil lâm- padas desta tecnologia. No entanto, o Rio de Janeiro terá ultrapassado es- ta marca ao final do projeto de PEE, o que fará dele o município brasilei- ro com maior número de lâmpadas a LED instaladas. A presidente da CET-Rio, Cláu-
Cláudia Secin, presidente da CET-Rio: “O Rio de Janeiro merece ser todo a LED”
dia Secin, fala com orgulho do Pro- jeto Sistema Semafórico e acredi- ta que ele pode ser encarado como uma grande melhoria urbana com vis- tas à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016. “O Rio de Janei- ro está na moda e em fase de ascen- são por causa dos grandes eventos esportivos que serão realizados aqui nos próximos anos. A cidade merece ser toda a LED”, afirma ela.
Cláudia assegura que já foi al-
Fábio Garcia, da Light: projeto é um grande aprendizado
cançada uma redução de 6% ao mês na conta de energia, em um acumu- lado de 23% entre os meses de ja- neiro e junho de 2011. O objetivo é chegar a 60% de economia ao ano no final do projeto. Mas os ganhos, segundo ela, são muito maiores do que aqueles demonstrados na con- ta. “A economia inclui também a di- minuição nos custos de manutenção e passa pela contenção de gastos com equipes que fazem as trocas de lâmpadas”, diz ela.
De fato, outro benefício gerado
Sistema LED desmontado
pelo sistema é a economia na manu- tenção, já que o LED tem expectativa de vida útil de 100 mil horas, no míni- mo, segundo a empresa fornecedo- ra, contra as somente 8 mil horas das lâmpadas incandescentes, com fila- mento reforçado, o que torna o ser- viço de troca muito menos frequente. “Só para se ter uma ideia, os semáfo- ros instalados em 1998 no Centro de São Paulo ainda estão em funciona- mento”, comenta Roberto Esposito. A manutenção a custo qua- se zero é também destacada por Ru- bens Borborema. Ele avalia que 65 mil
22 • AGOSTO 2011
lâmpadas eram trocadas por ano na cidade antes da implantação do sis- tema. “Ao contrário da lâmpada incan- descente, que queima abruptamente, o LED queima aos poucos, uma vez que possui de 80 a 100 pontos de luz. E só efetuamos a troca se a bolacha queimar por inteiro”, diz Borborema.
Mais segurança e confiabilidade para motoristas e pedestres Outra vantagem na substitui-
ção das lâmpadas ressaltada pe- la presidente da CET-Rio é a garantia de uma segurança maior para moto- ristas e pedestres. Como possui al- to brilho e forte intensidade lumino- sa, a tecnologia LED promove maior visibilidade mesmo em caso de inci- dência de luz solar, evitando o cha- mado “efeito fantasma”. “O mais im- portante é que economizamos vidas. De 2008 para 2010, houve uma redu- ção de 16% nos acidentes de trân- sito. Evidentemente que um conjun- to de medidas, incluindo a Lei Seca, a fiscalização eletrônica e as campa- nhas educativas, contribuiu muito pa- ra esse índice, mas os sinais a LED certamente foram fundamentais”, as- segura Cláudia. Rubens Borborema
lembra
que para funcionar perfeitamente e oferecer segurança, é preciso que o semáforo a LED esteja posicionado constantemente num ângulo de 90 graus. Juntamente com a troca das lâmpadas, é instalado um suporte na parte superior do sinal, o que impede o deslocamento do bloco semafórico. Para o PEE, o projeto tam- bém só trouxe benefícios. Segun- do o responsável pelo Projeto Sis- tema Semafórico, Fábio Garcia, este tipo trabalho foi inédito para a con- cessionária e representou um gran- de aprendizado. “Ganhamos expe- riência em inovação. Além disso, essa parceria com a SMTR melhorou o nosso relacionamento com a Pre- feitura, abrindo as portas para novos projetos”, garante ele.
SOLITON
HUMBERTO TESKI
HUMBERTO TESKI
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