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30 • Sábado, 06.09.2012


• ■ Clérigos dos Jerónimos


Pastel de nata N


a gastronomia, ou mais especifica- mente doçaria, os portugueses são pródigos em “invenções” mas por paradigmática, uma dessas criações entra no nosso rol de “invenções”. Referimo- -nos ao “Pastel de Nata”.


Foi em 1837, em Belém, próximo ao Mostei- ro dos Jerónimos, numa tentativa de subsis- tência, que os clérigos do mosteiro puseram à venda numa loja precisamente uns pastéis de nata. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turis- tas que depressa se habituaram aos pastéis de Belém.


Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empre- sário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus descendentes.


No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo


DIA DE PORTUGAL 2012


do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a “A antiga con- feitaria de Belém”. Desde então, aqui se vem trabalhando ininterruptamente, confeccio- nando cerca de 15.000 pastéis por dia! Apesar do “mistério” da receita, existe a felicidade de um pouco por todo o mundo se poder encontrar “pastéis de nata” junto das comunidades portuguesas. ■


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