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ATUALIDADE
• Segunda-feira, 04.29.2019
DOMINGO28ABRIL2019 • 3 AVÓ|TEMEADOÇÃO ATUALIDADE I SESIMBRA
Avóchoraporneta refémemFrança
RAPTOrElisabeteLourotemaguardadaneta,masafilharaptouacriançaefugiuparaNancy.A avóencontrou-asetentoutrazerameninaeairmãnascidaentretanto. Justiçafrancesanãodeixou
SOFIAGARCIA E
lisabete Louro é uma avó desesperada.Em2016viu a neta de oito anos, de
quemtemaguardatotal,serle- vada da Quinta do Conde, em Sesimbra, pela própria mãe,que araptou. Semnadaa perder, Elisabete decidiupro- curar a filha e, em fevereiro deste ano, foi até Nancy, em França.AvisouaPJeentregoua própriafilhaàJustiçapensando que, dessa forma, conseguiria reaveraneta que há anos pro- curava. Enganou-se.AJustiça francesaficou-lhecomacrian- ça–que já tem10 anos–ecom umasegundaneta,deseteme- ses,nascida durante a fuga da filha. “Vou até ao fim porque vireicostas,vimemboraedei- xei-asparatráseissomachuca, dói”dizaavó,emlágrimas.
TRIBUNALFRANCÊS ORDENOUARETIRADA DASCRIANÇASÀAVÓ
Um juiz francês ignorou o mandado do Tribunal de Se- simbraaordenaroregressoda criançamaisvelhaaPortugal , comajustificaçãodequeouviu a menor que disse não querer voltarparaaavó,massimpara uma tia, emSintra. Mas nem issoaconteceu.“Ojuizdizque ela, com 10 anos, é madura paradecidir o futuro.Não é.A minha neta passou anos fugi- da, semtervozativa.Nãopode decidir”,dizemdeclaraçõesao Correio�da�Manhã. Elisabetecontaquenodiaem
queasnetaslheforamretiradas –duranteasuavisita aNancy– implorouàs assistentes sociais
ElisabeteLourofoi obrigada a deixaras crianças emFrança,mas continua a lutarpela guarda dasmeninas
francesasquenãoas levassem. “
Eusupliquei.Amaisvelhaes- tavaagarradaàsminhaspernas a chorar e a bebé olhava para mimcomaquelesolhõesazuis. É desumano o que me estão a fazer”,explica. Juridicamente,aguardacon-
tinua a pertencer à avó, mas a Justiça francesa entende que deve prevalecer a vontade da crianç
a.Asmenores foramse- paradasecolocadasemfamílias deacolhimento,emFrança.n
NOTÍCIAEXCLUSIVA DAEDIÇÃOEM PAPEL
Quartodamenina, emcasadaavó, naQuintadoConde
ElisabeteLouro nãoconsegueentrar noquartodamenina
uElisabetenuncamaisconse- guiuentrarnoquartodame-
nina.Asroupas,queusavaaos 8anos,continuamnoguarda- -fatos;acama,brancaecor- -de-rosa, estáfeitaeàespera; amochila,comoslivrosque avóenetacompraramnavés- peradorapto,estáporabrir.n
“Justiça portuguesaperde paraafrancesa”
uPedroProença, advogado deElisabeteLouro,lamenta queoTribunaldeSetúbal,que confiouemsentençaaguarda legaldacriançaàavómater- na,desdeonascimento, tenha aceitadoqueumjuiz francês ignorasseadecisãotomada emsolonacional.“Amenina estárefémdaJustiçafrancesa elamentoque,maisumavez, aJustiçaportuguesaperca claramente,emtermosde respeito,paraaestrangeira eistoéumasituaçãoquevejo repetir-seaolongodaminha carreira”,disseaoCM.n
ALIDADEIII
BATALHA LEGAL
As duas crianças – amais velha levada de Portugal e a bebé que nasceu, entre-
tanto, em França – estão entregues proviso- riamente ao Estado francêsmas a avó teme que sejamadotadas. “Abebé é apetecível para adoção. Eu não preciso que asminhas netas sejam adotadas, tenho tudo para elas.”
PedroProença, advogado de Elisabete Louro, critica Justiça
FILHAE CRIANÇAS DORMIAMEMCARRO u Quando a avó chegou a Nancy, França, encontrou a filha a dormir com as netas num parque de estaciona- mento, dentro de um carro. Elisabete levou-as para um hotel e avisou a Polícia Judi- ciária de Setúbal.n
CMTV
RUIMINDERICO
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