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quarta-feira

24horas

15/04/09 especial 05
o jornal do cidadão
DESEMPENHO. Portugal “irá MEDIDAS. O deputado do
Ministro adia Famílias com
registar o pior desempenho eco- PCP Honório Novo defendeu
nómico em 34 anos”, a confir- medidas para reforçar o
eventuais alterações mais dinheiro
mar-se a recessão de 3,5% pre- investimento público e
O ministro das Finanças O governador do Banco de
vista, disse o deputado do PSD apoiar os desemprega-
afastou ontem a apresentação Portugal previu ontem um au-
Miguel Frasquilho, que conside- dos, face à “má notícia”
de novas previsões para a eco- mento do rendimento disponí-
rou que o desemprego da contracção do PIB.
nomia, remetendo alterações vel das famílias em 2009. “Esta
pode chegar aos dez “Exige-se que o Governo
para “momento oportuno”. Tei- diminuição [do consumo priva-
por cento em 2009. comece a falar claro”, disse.
xeira dos Santos voltou a justi- do em 0,9 por cento] registar-
ficar as dificuldades económi- se-á apesar de continuarmos a
cas com a deterioração das prever um aumento real de
ADMINISTRAÇÃODIZQUEÉO“MOMENTOMAISDOLOROSO”
economias internacionais. “Há cerca de dois por cento do ren-
semanas que os organismos dimento disponível médio das
internacionais davam conta do famílias portuguesas”, disse
agravamento”, disse. Constâncio.
CHINA/EPA
STR
LAY-OFFATINGE800TRABALHADORES
Qimondavivedias
dedesespero
DELGADO/LUSA
HUGO
A crise levou a uma “profunda quebra de receitas” nesta empresa têxtil
Coindudespede
Apenas 200 trabalhadores ficarão na fábrica a tempo inteiro
A
Qimonda Portugal agoni- empresa apenas garantiu que
za e os trabalhadores te- iria evitar que as cessações de
mem a falência e o seu desapa- contratos afectem os dois côn-
recimento do mercado. Ontem, juges, ou famílias monoparen-
a administração anunciou a re- tais com filhos a cargo, entre
400funcionários
dução dos actuais 1300 traba- outras situações”, revelou.
lhadores para um milhar de
AadministraçãodamaiortêxtildoPaísdizquetevedecortarnos
funcionários. São dispensados Ministro ainda acredita
trabalhadoresporqueaquebradeencomendasadeixousemreceitas
os trabalhadores com contrato O ministro do Trabalho, Viei-
a prazo e, eventualmente, efec- ra da Silva, acredita que é pos-
tivos com menos de três anos sível salvar a Qimonda Portu-
A
Coindu, a maior têxtil do País Em meados do passado mês de Fe- de casa. Para os mil que ficam o gal, embora admita queaa“si-
com fábricas em Vila Nova de vereiro, o administrador da Coindu,
Portugal e...
panorama é tristonho, já que tuação é complicada”, dado que
Famalicão e Arcos de Valdevez, Jorge Torres, admitiu, em Viana do
Roménia
sobre 800 deles é aplicado o a empresa “funciona numa eco-
anunciou um despedimento colectivo Castelo, no final de uma reunião no lay-off durante seis meses, rece- nomia muito integrada com em-
de cerca de 400 trabalhadores, infor- Governo Civil, que a empresa tinha
A Coindu tem sede em
bendo “menos 250 a 350 euros presas e com unidades situadas
mou ontem fonte sindical. mão-de-obra excedentária, mas ne-
Joane, Vila Nova de Fama-
por mês”. noutros países”, ressalvando
Segundo o coordenador do Sindi- gou, na altura, que estivesse em curso
licão, e em Janeiro de
Dos 1637 funcionários que que “o Governo tudo continua-
cato Têxtil do Minho e Trás-os-Mon- qualquer processo de despedimento
2001 abriu uma nova fá-
diariamente laboravam na em- rá a fazer para assegurar a via-
tes, Francisco Vieira, o despedimento colectivo.
brica em Arcos de Valde-
presa de Vila do Conde, apenas bilidade da empresa”.
colectivo foi comunicado aos traba- Acrescentou que a empresa tinha
vez. Neste último conce-
200 vão manter-se em funções. O presidente da Câmara de
lhadores na quinta-feira, sendo a jus- nas fábricas de Famalicão e Arcos de
lho, faz parte da Associa-
“Não vão produzir nada, ape- Vila do Conde, Mário de Almei-
tificação “uma profunda quebra de Valdevez um total de 1700 trabalha-
çãoparaoCentrodeIncu-
nas vão impedir que os fornos da, classificou o eventual encer-
receitas”, resultante da crise interna- dores, número que, como se disse, se
bação de Empresas de
se desliguem, estar atentos a ramento da Qimonda de “ver-
cional. revelava “excessivo”, face à crise in-
Base Tecnológica do Mi-
qualquer avaria na subestação gonha nacional”.
Na comunicação oficial de despedi- ternacional e consequente quebra de
nho.
ou ligar as caldeiras”, revelou Em declarações à Lusa, o au-
mento colectivo, a administração re- encomendas.
Dos 1700 funcionários,
um funcionário da Qimonda ao tarca lamentou não haver solu-
fere que este é “o momento mais do- O responsável sublinhou que a em-
“500 a 600” trabalham na
24horas. ção para uma empresa que figu-
loroso” vivido ao longo dos 20 anos presa admitiu 700 trabalhadores en-
fábrica de Arcos de Valde-
Aplicar o lay-off a 800 traba- rou no grupo das dez maiores
de existência da empresa. tre Maio de 2007 e Maio de 2008,
vez, enquanto que os res-
lhadores vai demorar algum exportadoras nacionais. “Tanta
numa altura em que “ninguém podia
tantes laboram em Vila
tempo, com os operários a não coisa se tem salvo, há dinheiro
Em 2008 admitiu 700 prever” as dimensões da crise interna-
Nova de Famalicão.
esconderem sinais de crescente para muitas outras coisas, tem
A Coindu dedica-se ao fabrico de cional.
Detém ainda uma ter-
“revolta e indignação”. que haver para manter uma em-
assentos e outros componentes para A Coindu vinha optando por não
ceira fábrica na Roménia.
“Ninguém sabe quem são os presa que era uma referência
automóveis. renovar os contratos a prazo. ■ 200 trabalhadores que ficam. A nacional”. ■
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