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sexta-feira

24horas

23/01/09 nacional 11
o jornal do cidadão
PRESIDENTEDACOMISSÃODEPROTECÇÃODEDADOSAPRESENTOUDUASQUEIXASAOPROCURADOR-GERALDAREPÚBLICA
CasodosdocumentosdaCasaPiachegouaPintoMonteiro
O
presidente da Comis- daquele organismo. à Comissão em causa”. xador Jorge Ritto, Carlos realçou que só ontem entre- porque “havia informação
são Nacional de Protec- Numa nota emitida após No final do encontro, Luís Cruzeoex-líder socialista gou a Pinto Monteiro a in- que estava em blogues” e a
ção de Dados (CNPD) apre- uma reunião entre Luís Sil- Silveira não especificou con- Ferro Rodrigues relaciona- formação relativa aos docu- Comissão foi “pressionada
sentou ontem ao procura- veira e o procurador-geral tra quem apresentou queixa dos com o processo de pe- mentos que, segundo os para saber se ia ou não inter-
dor-geral da República Pinto Monteiro, a PGR es- ao PGR, mas confirmou es- dofilia da Casa Pia, como foi dois diários, estavam nos vir”.
“duas queixas-crime” rela- clarece que “estas foram as tarem relacionadas com a ontem noticiado pelo “Diá- computadores desde 2004. Segundo o responsável,
cionadas com a existência primeiras queixas formais” existência, nos computado- rio de Notícias” e “Correio Silveira disse que os docu- não constitui nenhum crime
de documentos do processo que recebeu “relacionadas res daquele organismo, de da Manhã”. mentos estavam na rede in- ofactodeaComissãopos-
Casa Pia nos computadores com ocorrências referentes documentos sobre o embai- O presidente da CNPD formática interna da CNPD suir estas informações. ■
ADVOGADADEMARÇALACUSAMPDETERDADOUM“CREDO”ÀSALEGADASVÍTIMAS
SÁFERNANDESREAGE
SANTOS
factos
“Absurdo”
GERARDO
comironia
CONTINUAÇÃO. A
R
icardo Sá Fernandes,
advogado de defesa de
defesa de Gertrudes Nu-
Carlos Cruz no julgamento
nes, proprietária da casa
de pedofilia da Casa Pia,
de Elvas, fará as suas ale-
considerou ontem “um ab-
gações finais na próxima
surdo” a possibilidade de
segunda-feira. O tribunal
parte do processo estar no
agendará depois a réplica
sistema informático inter-
do MP às alegações finais
no da Comissão Nacional
das defesas dos arguidos
de Protecção de Dados.
e contra-réplicas que se
À entrada do Tribunal
lhe sigam, reservando
de Monsanto, Ricardo Sá
desde já seis horas para o
Fernandes afirmou se “al-
MP e duas horas para
guém pôs lá os documen-
cada uma das defesas que
tos num período em que
queiram replicar.
Hugo Marçal
os autos estavam sob se-
diz estar gredo de justiça, é eviden-
ANTES. A defesa do
tranquilo por
“o pesadelo
médico Ferreira Diniz con-
te que é grave”. Fernandes
estar a
cluiu anteontem as suas
frisou ainda que “é um ab-
acabar” alegações finais, dizendo
surdo e uma ironia” os do-
que só a absolvição seria a
cumentos estarem na co-
decisão capaz de “reabili-
missão responsável justa-
tar” o sistema judicial.
mente pela confidenciali-
dade de dados. ■
amizade de pessoas
importantes”, o que
MARTINSATACA
“Istonãoéuma
terá motivado a “fanta-
sia” e o “delírio” que en-
contra nos seus depoimentos.
“Manobra
A advogada insistiu ainda
em pontos como as particula-
concertada”
ridades físicas do arguido,
afirmando que seriam evi-
dentes para os jovens caso ti-
O
advogado de Bibi, o
principal arguido do
questãoreligiosa”
vessem sido, como alegam,
processo Casa Pia, consi-
abusados por ele.
derou ontem que a reve-
A
advogada de Hugo
SóniaCristóvão
“Se eles diziam era por- não há um documento ou um Em relação à casa de Elvas
lação da existência de do-
Marçal disse ontem em que era verdade” e “a deter- testemunho para além do de (cidade onde Marçal reside)
cumentos relacionados
tribunal que o processo Casa
usouasalegações
minada altura era impossí- Carlos Silvino”, o ex-motoris- para onde os arguidos alega-
com o caso na Comissão
Pia é “surrealista” e assenta
finaisnoTribunal
vel voltar atrás na mentira” ta da Casa Pia e principal ar- damente levariam os jovens
de Protecção de Dados é
“numa grande mentira, num do processo, afirmou, se- guido do processo, que con- para serem abusados, Cristó-
uma “manobra concerta-
grande delírio” dos jovens
deMonsantopara
gundo a Lusa. fessou ter abusado dos jovens vão considerou em que não
da para denegrir” a in-
alegadamente abusados. E “Mais verdade podia ter e implicou os outros arguidos há provas que sustentem que
vestigação.
pediu a absolvição do seu
garantirqueoseu
sido trazida a esta sala se numa suposta rede que se é aquele o sítio onde ocorre-
“Foi uma estratégia
cliente.
clienteéinocente.
houvesse acesso a toda a do- serviria de alunos da institui- riam abusos.
concertada por alguém
Sónia Cristóvão falava no cumentação da fase de in- ção para abusos sexuais. Por que razão os jovens
para lançar areia para os
Tribunal de Monsanto, em
Ecriticouo
quérito”, declarou ainda a apontaram aquela residência
olhos do povo portu-
Lisboa, durante as alegações advogada. A leitura das de- Para sobreviver é “um mistério que ficará até
guês”, disse José Maria
finais do seu cliente, um dos
MinistérioPúblico
clarações dos jovens na fase “vale tudo” que a história confirme que
Martins.
sete arguidos do processo. de inquérito foi barrada a Em relação aos alunos da há explicação para isto”, disse
Sem especificar quem
A advogada teceu severas acentuou, afirmando depois: pedido do Ministério Públi- Casa Pia que acusam os ar- Hugo Marçal aos jornalistas.
seriam os autores dessas
críticas ao Ministério Públi- “Desde muito cedo os assis- co e do advogado que os re- guidos, Cristóvão chamou- Elogiando as alegações da
“manobras concertadas”,
co, a quem acusou de ter tentes [alegadas vítimas] presenta e à Casa Pia. lhes “sobreviventes”, consi- sua representante, o tam-
Martins apontou o dedo à
dado um “credo” às declara- mentiram” e o que disseram “Para a acusação, só uma derando que “na sobrevivên- bém advogado afirmou sen-
“comunidade dos servi-
ções das testemunhas que está no domínio do “delírio e prova existe [os testemunhos cia vale tudo, até tirar olhos”. tir uma “tranquilidade muito
ços secretos, à Maçonaria
acusam os arguidos. “Isto da fantasia” e tornou-se um dos jovens], mas nenhum fac- Afirmou que as alegadas grande por o pesadelo estar
e a pessoas amigas de al-
não é uma questão religiosa”, “dogma”. to ou dado objectivo a apoia, vítimas se viram “cheias de a acabar”.
guns dos arguidos”. ■

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