Perspectivas Aéreas
« Estrategicamente, o Panamá é um ótimo local para a instalação de uma base de manutenção. Tem boa localização geo- gráfica, facilidades para essas operações e mão de obra barata. Mas a justificativa para isso seria um contrato de exclusividade para a manutenção das aeronaves COPA. Quan- to à carga, se eu fosse a FedEx, sairia hoje mesmo de Tocumen, e abriria instalações em Howard, onde há mais espaço. O aero- porto poderia operar vôos charter, aviação geral e carga aérea sem nenhum problema. Enfim, fomos afetados pelos problemas da Arrow, uma das empresas que operam em Miami, pois movia a maior quantidade de carga com destino e proveniência do Pana- má. Não somos um grande produtor de trá- fego de carga, temos maior valor como pon- to de encontro e intercâmbio. Nunca compe- tiremos em escala com Miami, porque eles tem um aeroporto enorme. Mas, certamente há espaço para um operador nacional, que hoje não temos. Embora a DHL leve a ban- deira panamenha, ela dá prioridade à sua própria carga ».
Como anda o desenvolvimento de controle de tráfego aéreo e quais as possibilidades atuais de integrar o sistema NextGen ? « O NextGen está um pouco fora de nosso alcance no momento. Nossa priori- dade foi adquirir um novo sistema de radar, com três novos aparelhos que nos permi- tirão alcançar a mesma capacidade do siste- ma internacional ».
Como a crise econômica mundial afetou os negócios no Panamá ?
Segundo Rafa, o país foi menos afetado do que outros. O crescimento no setor da aeronáutica foi constante. Algumas empre- sas menores, as de charter de turismo, por exemplo, sentiram mais a crise. Você vê um futuro para o investimento privado na futura administração de aero- portos no Panamá ?
Ele responde que cem por cento ! É uma recomendação que levará à presidên- cia quando as ampliações dos dois aeropor- tos estiverem terminadas. É preciso determi- nar se o governo quer continuar subsidiando os aeroportos ou se eles passarão para a iniciativa privada.
Qual é o maior desafio quanto ao sistema aeroportuário panamenho ?
« Essa pergunta é fácil de responder : os recursos humanos. É um problema maior. Por um lado, a Ásia está desenvol- vendo um mercado enorme. Os Emirados
adquiriram 90 aparelhos Airbus A380. E eles levam nossos recursos humanos, por- que oferecem melhores salários. Noventa pilotos abandonaram a COPA para ir para o Oriente Médio e a Ásia. Imagine os pro- blemas que temos para encontrar pessoal qualificado para este trabalho ». O capitão Rafael Bárcenas tem mui- tos atributos. Juventude, presença, per- sonalidade, talento na pilotagem. Além do mais, é encantador. Mas, na minha opinião, seu maior atributo é o autêntico interesse pela aviação e por todos que trabalham na indústria aeronáutica : pes- soal de manutenção, empregados do ae- roporto, aqueles que estão muito abaixo na escala salarial, mas que são respon- sáveis por manter as aeronaves voando em segurança. Rafa sempre os menciona e ao fazê-lo mostra que tem a marca de um grande homem. n
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