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PONTO DE VENDA JOEY GROSS BROWN


Especialista no mercado de áudio e instrumentos musicais. Pode ser contatado pelo e-mail: joey.grossbr@gmail.com


Tremeliques


lá vamos nós novamente: a cri- se está absurda, a crise é isso, a crise é aquilo... Todo ano a


mesma coisa. Já acredito que devemos escolher uma data para trocar ‘presen- tes de crise’ e assim todos fi camos feli- zes nesse dia, sem fazer nada a respeito dos verdadeiros problemas. Hmmmm... parece ótima ideia! Gostei. Dia da Crise! E assim caminhamos a um con-


senso de que somos incompetentes para lidar com tempos difíceis e desa- fi adores de criatividade corporativa, e, por que não dizer, coletiva. Somos


desnecessários E


SERÁ QUE ESTÁ RUIM MESMO? SERÁ QUE A CULPA É DO DÓLAR? A CRISE PODE SER OCASIONADA EM FUNÇÃO DE NOSSAS AÇÕES? SIM, PODE


A liberdade é boa quando


se sabe o que fazer com ela


incompetentes, sim! Ao


admitir que a crise é a única culpada de tudo, nada temos a acrescentar. Esperamos a caridade de nossos inter- locutores e uma estabilidade do dólar como solução para todos os problemas — aqui apenas atesto que mesmo a indústria nacional sugere que a culpa de o mundo estar errado é sempre do dólar: quando favorável, a culpa é da mão de obra, dos sindicatos e de ou- tros fatores complicados demais para explicar aqui. Já quando o momento não lhes é favorável, simplesmente toda competição é desleal, não ética, canibal e outros milhões de adjetivos. Ninguém menciona a incompetência interna. Engraçado, não? Do outro lado da moeda (e a moe-


da é sempre o dólar...), temos aqueles que chiam porque a dólar sobe, chiam porque o dólar abaixa, chiam porque o


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dólar se encontra estável, ou seja, ape- nas chiam por qualquer coisa e culpam concorrentes, fornecedores, pais de santo e até o pastor da igreja pelo mo- mento ‘difícil’ que estamos passando.


Encontre a causa e achará a solução O.k., sem hipocrisia, estamos viven- do um período econômico de menor volume, sim. Mas também é justo aceitar que sempre lutamos por essa fl utuação econômica e sempre disse- mos que ‘lá fora’ era diferente e mais livre. Liberdade é boa quando se sabe o que fazer com ela. Já que nossos governantes insis-


tem em uma linha que não nos em- purra a um período de maior con- sumo ou estabilidade, não podemos apenas fi car olhando e esperando que as coisas caiam do céu. Várias empresas de nosso segmen- to vêm mostrando competência admi-


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nistrativa e crescendo neste período acima da expectativa e bem acima do que o mesmo período do ano pas- sado. Isso é porque elas enxergam no horizonte um ano de 2014 de desafi os, sim, mas também de muitas oportu- nidades. E não estou falando de Copa. Copa do Mundo sem a tradicional se- leção do Paraguai para mim é como cerveja sem álcool... esquece! (momen- to fi losófi co e patriótico do autor). O que é importante fazer é identifi -


car a tal ‘crise’ dentro de cada estabe- lecimento e analisar se não somos nós que a criamos para justifi car incompe- tências ou a preguiça de fazer algo dife- rente. Ao constatar a verdadeira causa, devemos nos apressar em apresentar soluções palpáveis que não sejam tam- bém simples teorias e fi losofi as, mas ações coerentes e praticáveis. Em tempo de ‘crise’, trabalhe dobra-


do! O resultado vem! Quer apostar? Até a próxima! n


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