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Saúde, Lesões e Doenças


Pubalgia: sinais, sintomas e tratamento


Quase todos os atletas já ouviram falar em pubalgia e muitos já sofreram com este problema, no entanto pubalgia ainda é um termo envolto em várias dúvidas e mal-entendidos.


Forças de cisalhamento aplicadas à sínfise púbica caracte- rísticas de movimentos rápidos combinados com desvios late- rais, característicos de corridas em terrenos irregulares. Estudos recentes revelam que o processo inflamatório está


presente por relativamente pouco tempo, sendo que, se não for devidamente acompanhada, rapidamente esta lesão se transforma num processo crónico, com alteração das estrutu- ras músculo-esqueléticas adjacentes à articulação.


SINAIS E SINTOMAS / DIAGNÓSTICO Dor persistente na virilha durante a corrida, exercícios ab- dominais e agachamentos, que raramente é impeditiva, mas poderá ser bastante desconfortável.


O


termo genérico pubalgia não se refere a nenhuma pa- tologia em específico, significando apenas dor locali- zada na sínfise púbica e nas inserções musculares ad- jacentes, geralmente originada por uma disfunção no sistema músculo-esquelético. Esta dor pode resultar de uma lesão aguda, acompanha- da de processo inflamatório, conhecida como osteíte púbica, ou de um processo crónico, a que se pode chamar lesão por stress da sínfise púbica. A sínfise púbica é uma articulação relativamente imóvel, lo- calizada na região central à frente da bacia, um “anel” ósseo que suporta e distribui o peso de toda a parte superior do cor- po. Para além disso esta articulação tem próximo de si a inser- ção dos abdominais, dos adutores da coxa e dos músculos do pavimento pélvico. Estes dois factos tornam mais fácil compreender porque qualquer alteração na relação de forças aplicadas num ponto da bacia, uma dismetria no comprimento dos membros infe- riores ou um desequilíbrio muscular podem mudar significati- vamente a tensão aplicada sobre a sínfise púbica, causando primariamente uma inflamação desta articulação, podendo depois evoluir para um processo degenerativo crónico.


A PUBALGIA E A CORRIDA


As lesões da sínfise púbica representam 0.5-7% de todas as lesões no desporto e afectam sobretudo os corredores de lon- gas distâncias. As causas mais comuns para a osteíte púbica (inflamação da sínfise púbica) são: O desequilíbrio das forças dos músculos que se inserem


próximo à sínfise púbica, especialmente os adutores da coxa. Disfunção da articulação sacro-iliaca (região posterior da bacia), provocando um aumento de tensão na sínfise púbica. A alteração da superfície de treino, geralmente acontece no sentido da superfície mais suave para a mais dura. Os microtraumatimos repetitivos, resultantes do esforço físi- co excessivo.


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Dor na virilha que se desenvolve gradualmente, podendo ser confundida com uma lesão muscular. Limitação da amplitude de rotação da articulação da anca. Em casos graves pode provocar caudicação. Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica, exame da anca, pélvis, lombar e articulação sacro-iliaca são necessários para ajudar ao diagnóstico de uma lesão da sínifise púbica. Um raio-X poderá confirmar o diagnóstico, demonstrando uma sínfise púbica irregular, com sinais de espessamento do osso e inflamação. Para além disso uma ecografia é frequentemen- te pedida para confirmar o estado dos tecidos moles envol- ventes.


TRATAMENTO O tratamento em fisioterapia, na fase inicial, consiste e con-


trolar os sinais inflamatórios, através de: Descanso: é o conceito-chave de toda a recuperação. É fun- damental que repouse de todas as actividades que causam dor. Se dormir de lado deve colocar uma almofada entre as pernas. Repouso não significa parar, pelo contrário, se correr causar dor, mantenha o treino, mas apenas a caminhar, e se mesmo assim sentir dor, diminua o tempo que caminha. Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, co- locando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 15 minutos e depois espere pelo menos 45 minutos antes de aplicar gelo novamente.


Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser


receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.


Após a fase inflamatória (2-3 dias) o seu fisioterapeuta po-


derá recorrer às seguintes técnicas para restaurar o normal funcionamento da articulação: Alongamento dos músculos inseridos próximo da sínfise pú- bica, particularmente dos adutores da coxa. Devem ser reali- zados progressivamente e sem provocar dor Mobilizações articulares da anca para ganho de amplitude


de rotação


Manipulações articulares da sacro-iliaca e sínfise púbica devem ser realizadas apenas por fisioterapeutas mais expe-


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