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Orientação CAMPEONATO NACIONAL ABSOLUTO DE ORIENTAÇÃO EM BTT 2011


TÍTULOS PARA DAVIDE MACHAD P


or dois segundos se ganha, por dois segundos se perde. Foi com esta escassa margem que Davide Machado se im- pôs a Carlos Simões na grande Final masculina do Campe- onato Nacional Absoluto de Orientação em BTT, que teve


lugar em Barcouço, no concelho da Mealhada. No sector femini- no, Susana Pontes juntou mais um título à sua longa e profícua carreira.


Os belos e bem tratados vinhedos de Barcouço, no concelho da Mealhada, foram palco de excelência para uma final de ex- celência. Em causa os primeiros títulos nacionais absolutos de Orientação em BTT, disputados por 60 atletas no sector masculino e 12 no sector feminino. As provas desenrolaram-se sobre uma Distância Longa, em terrenos de moderada altimetria, com um traçado de percursos a oferecer uma infinidade de opções e a revelar-se um tremendo quebra-cabeças aos atletas. Esta dificuldade técnica, aliada à exigência física, levou a que


a incerteza quanto ao vencedor permanecesse mesmo até ao úl- timo momento, com Davide Machado (.COM) a receber atónito a notícia da vitória, precisamente da boca do segundo classifica- do, Carlos Simões (COALA). E logo por escassos dois segundos! “Com os erros que cometi nunca pensei que dava para ganhar”, começou por afirmar o atleta à nossa Reportagem, para explicar de seguida: “Cometi um erro muito grande entre o ponto 4 e o 5, andei perdido mas voltei à estrada e orientei-me novamente; mas do 5 para o 6 desorientei-me totalmente.” Para o primeiro Cam- peão Nacional Absoluto de Orientação em BTT de Portugal, “há grande mérito do mapa e do traçador.” E conclui: “Muitas opções, um bom percurso, parte técnica muito interessante e uma organi- zação muito boa da parte do Desportivo Atlético de Recardães”.


“NÃO ESTAVA MESMO À ESPERA”


No sector feminino, Susana Pontes (CPOC) acabou por ser a mais forte ou, como ela própria deixa entender nas suas palavras, a que melhor soube aproveitar as falhas das adversárias. Para a multi-campeão nacional, esta foi uma vitória da qual “não estava mesmo à espera. Sou competitiva mas acho que tudo tem limites e agora já é mais o gozo de fazer bicicleta do que outra coisa.” Quanto à prova em si, confessa que lhe “teria dado mais gozo se sentisse que, no início, estava com a cabeça no lugar. Realmente fiz uma asneirada fenomenal de 21 minutos para o primeiro ponto e a partir daí assentei a cabeça no sítio e... vamos a ver se alguém falha.” No tocante à sua prova, Susana Pontes é peremptória: “Mais do que o mapa, achei o traçado do percurso excelente, com imen- sas opções. No cômputo geral, o Desportivo Atlético Recardães merece uma excelente nota. Aliás, não tinha dúvidas disso. Gosto imenso do empenho que eles colocam em tudo aquilo que fazem e estava fora de questão pensar que isto não iria ser bom. E foi mesmo muito bom.” Um pequeno lamento, a concluir: “Foi pena a baixa participação mas estou convencida que todas as provas de BTT estendendo-se ao longo de fins-de-semana prolongados nunca irão ter sucesso porque o BTT não é uma prova de famílias, como na Orientação Pedestre. Portanto, fim-de-semana grande é para a família e não é para o BTT”.


JOAQUIM MARGARIDO www.orientovar.blogspot.com Julho 2011 82


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