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E através da Certificação
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O Grupo SGS Portugal assinalou os 10 anos da Certificação em Portugal com a realização de um Seminário dedicado à
Responsabilidade. A Ética, a Inovação e o Risco foram alguns dos temas abordados no evento que reuniu, no Auditório da
Lispolis, especialistas dos mais variados quadrantes que se cruzam com a Certificação, com a Responsabilidade Social e com o
Empreendedorismo em Portugal.
“A Certificação permite afirmar a responsabilidade das organizações e directora-geral da Reputation, Ana Pina Teixeira defendeu que “o
obter ganhos de competitividade”, destacou Ana Pina Teixeira, consumidor começa a perceber cada vez mais as vantagens da
presidente do Conselho de Administração do Grupo SGS Portugal, no Certificação”. Figueiredo Soares, presidente da Associação Portuguesa
seminário subordinado ao tema “Responsabilidade através da de Qualidade (APQ) contrapõe: “o consumidor tem alguma percepção,
Certificação”, que a SGS promoveu em Lisboa no dia 28 de Outubro. mas pode ter muito mais. As empresas certificadas devem pugnar para
que a certificação seja um activo valioso”, defende. A importância da certificação para a Responsabilidade Corporativa foi
reconhecida por Helena Duarte, responsável do Instituto de Apoio às Para Luís Rochartre, secretário-geral do BCSD Portugal, a certificação
Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), que confirmou tem de ser solicitada pelos consumidores e pelas cadeias de valor. “E
que o instituto está “empenhado em encontrar iniciativas criativas, apesar de já estarmos a certificar bem os nossos Sistemas ainda não
flexíveis e dinamizadoras que tornem as empresas mais inovadoras, temos forma de certificar a gestão dos gestores”, realçou.
mais competitivas e mais sensíveis a este tipo de temas”. A responsável “É uma questão de credibilidade”, confirma Jorge Marques dos Santos,
acredita que é possível chegar muito mais longe em matéria de presidente do Conselho Directivo do Instituto Português da Qualidade
Certificação e de Responsabilidade. “Temos as ferramentas, mas não (IPQ), que alertou, no entanto, para alguns perigos das estatísticas.
há uma utilização tão massiva quanto se gostaria. Há que estimular a “Em 2006 havia 5.156 empresas certificadas. Em 2007, no primeiro
utilização destes instrumentos”, alegou Helena Duarte. semestre, esse número baixou para 4.573 e depois subiu para 5.073.
As exigências do mercado e o papel da regulação Há uma tendência para os certificados múltiplos se concentrarem, o
que dá uma imagem de menor preocupação com a Qualidade, que não Na Mesa redonda de Abertura, moderada por Carla Guedes,
é verdade”.
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