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A história de um sobrevivente


Eu era um jovem jornalista e fui para o Japão em busca de uma grande notícia e quando reparei já fazia parte dela.


Chamo-me John Smith, tenho 34 anos e sou americano. Quis escrever uma grande his-


tória sobre a guerra e decidi ir para o Japão. Não conhecia nada e acabei por ir ter a uma terra, próxima de Hiroxima. Por meu azar, quando lá cheguei, vi um avião americano e apercebi-me que algo iria


acontecer. Fui bater à porta de uma casa. Era uma família muito grande, que me recebeu. Passado alguns minutos ouvimos barulho e tudo explodiu. Não sei o que aconteceu nem como consegui sobreviver, mas sei que quando abri os olhos estava por de baixo de um monte de corpos, com um menino pequeno. Levantei-me e apercebi-me que só nós está- vamos vivos. Eu e o pequenino estávamos cheios de sangue e queimados. Ele só chorava e eu tentava acalmá-lo mas em vão; ele perguntava pela mãe. Eu peguei nele e só pensei em fugir dali. Lembro-me que nesse dia havia tantos mortos que quase não se conseguia ver o chão, tentei procurar alguns sobreviventes mas sabia que era como encontrar uma agulha num palheiro. Por sorte, ouvi uma voz rouca que pedia ajuda, aproximei-me e vi que era um homem, Takashi que tentava resgatar o seu irmão que estava debaixo dos es- combros. Tinha esgotado todas as minhas forças, mas juntos conseguimos levantar o pe- dregulho. Tiramo-lo dali, mas este já se encontrava sem vida. Takashi estava destroçado e ficou imóvel, durante algum tempo. Depois voltou-se para mim, limpou as lágrimas e disse que era hora de partirmos. Nós, os três, fomos à procura de alimento e abrigo. Depois de muito tempo a caminhar, encontrámos uma casa, foi a nossa esperança. Felizmente, en- contrámos pão e um pouco de água, repartimos o pouco que havia. Demos mais ao pe- queno, pois já se encontrava num péssimo estado. Daí fomos descansar por algumas horas e acordamos com um barulho que parecia vir do céu. Ficamos aterrorizados pois pensa- mos que poderia ser outra bomba. Assustados espreitamos pela janela. Não parecendo ser uma bomba dirigimo-nos para o exterior onde nos deparamos com um helicóptero. Desesperados, tirámos as camisolas e fizemos sinal, o helicóptero viu-nos e aterrou. Eu fui buscar o pequenino que tinha ficado a dormir, tentei acordá-lo mas ele permanecia imó- vel. Os médicos chegaram e disseram que infelizmente não tinham chegado a tempo e ele tinha falecido. Desiludidos, eu e Takashi, subimos para o helicóptero. Tínhamos feito os possíveis por ele mas, no fim, quando finalmente encontrámos a nossa salvação, ele fale- ceu. Fiquei mesmo frustrado, triste comigo mesmo.


Depois de termos recebido o tratamento necessário, apesar de não termos ficado to-


talmente bem, eu voltei para junto da minha família e o Takashi veio viver connosco. Ele Trabalho realizado por: Ana Cláudia, nº3, Ana Rita, nº7, Carolina, nº10 da turma 9ºE


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