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Presidente


“Pensar o Futuro - um Estado para a Sociedade”: dois dias de reflexão sobre o que devemos ser


O primeiro-ministro argumentou que essas três


necessidades obrigam Portugal “a alcançar, não apenas poupanças permanentes, mas um novo nível de eficiên- cia nas políticas públicas”. “De certa maneira, estamos condenados a ser bem-


sucedidos neste processo de reforma, e este processo de reforma, podendo ser uma imagem de marca de um determinado Governo - e eu gostaria que ele fosse uma imagem de marca do Governo a que presido -, não pode deixar de ser um objectivo relevantíssimo de qualquer governo para os próximos 20 anos em Portu- gal”, defendeu. “E, se é assim, não há nenhuma razão para que to-


dos não estejamos empenhados nesta discussão e em alcançar um resultado satisfatório”, sustentou. Passos Coelho referiu que a criação de oportunidades


para todos e a mobilização preferencial dos recursos para os cidadãos mais desprotegidos serão critérios do exe- cutivo PSD/CDS-PP na realização da reforma do Estado.


Com resultados de excelência, primeira emissão de bilhetes do Tesouro em 2013


O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou


ainda (no encerramento da Conferência) de “excelentes”, os resultados da primeira emissão de bilhetes do Tesouro de 2013 e sustentou que existe “um crescendo de con- fiança” de todos os agentes do mercado relativamente a Portugal. O Tesouro português colocou um total de 2.500 mi-


lhões de euros no mercado de dívida, a três meses, a doze meses e a dezoito meses, pagando taxas de juro médias de 0,667%, de 1,609% e de 1,963%, respecti- vamente. No Palácio Foz, Passos Coelho afirmou que a trajec-


tória das taxas de juro do Tesouro português “não tem paralelo” desde que se iniciou o “processo de ajusta- mento” da economia portuguesa. “Ainda hoje foi realizada a primeira emissão de


bilhetes do Tesouro de 2013, com resultados que de ex- celência, sobretudo quando comparamos, já não apenas com os da última emissão realizada em 2012, mas com as emissões que tinham sido realizadas antes da crise financeira ter rebentado, em 2011”, acrescentou. O Primeiro-Ministro concluiu que, tendo em conta a


trajectória das taxas de juro da dívida portuguesa nos mercados secundário e primário, a forma como outras instituições se têm conseguido financiar e os resultados das privatizações, “existe um crescendo de confiança do mercado, de todos os agentes do mercado, relativamente a Portugal”. Pedro Passos Coelho, considerou, ainda na fase de


encerramento da Conferência, que o debate sobre a reforma do Estado começou bem, elogiando a organi- zação da advogada Sofia Galvão, e insistiu no pedido de mobilização de todos os cidadãos para futuras iniciativas. O Primeiro-Ministro, que impulsionou esta confe-


rência, organizada pela advogada, antiga secretária de Estado e ex-dirigente do PSD Sofia Galvão, agradeceu o seu contributo e o de todos os que participaram nesta iniciativa “nos termos e condições que são conhecidos”. “A preocupação de chamar a esta primeira discussão


um leque tão heterogéneo e tão diversificado de per- sonalidades é um bom indício de que começámos bem este processo”, considerou. Em seguida, Passos Coelho disse esperar que haja


mais iniciativas de debate da reforma do Estado promo- vidas por diversas instituições e que isso aconteça “com idêntica amplitude e diversidade, mas que não dispense,


nunca, a mobilização de todos os cidadãos”. No final do seu discurso, Passos Coelho afirmou que


o Governo aguarda “com muito interesse, como todo o País, as conclusões” desta primeira conferência, que, adiantou, serão anunciadas por Sofia Galvão no final desta semana ou no início da próxima. “Parece-me de louvar que essas conclusões possam


ser verificadas por todos aqueles que intervieram neste debate, para que não se possa dar o espectáculo, no dia a seguir, de uns dizerem que disseram umas coisas e outros que disseram outras, isto é, que as conclusões, de facto, representem fidedignamente o resultado do debate”, acrescentou. Segundo o chefe do Governo, assim, “dificilmente


alguém questionará a utilidade do trabalho que foi realizado”. As intervenções de abertura e de encerramento desta conferência, que foram feitas pelo secretário de


Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, e pelo Primeiro-Ministro, respectivamente, foram abertas à comunicação social sem restrições. No que respeita aos painéis de debate, os jornalistas


não estavam – previamente o sabiam - autorizados a fazer registos de imagem nem de som e foi comunicado por Sofia Galvão que o seu conteúdo poderia ser repro- duzido, mas sem citações que não fossem autorizadas pelos intervenientes. No entanto, uma colaboradora da organização disse


aos jornalistas que lhes poderia ser posteriormente enviado um “clip” com alguns excertos dos painéis de debate produzido pelo Portal do Governo, que filmou a conferência. - Lusa


Nota da Redacção: Sobre o fenómeno das “declara-


ções à margem”, pode ler em ”Artigos de opinião” desta edição, um comentário de Luís Rodrigues


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