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Presidente


Presidente francês reitera confiança no regresso de Portugal aos mercados


O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, esteve, no


passado dia 17, em França (Paris), numa visita de traba- lho, e antes de regressar a Lisboa, falou a elementos da comunidade portuguesa em França, no Consulado-Geral em Paris.


Passos Coelho visitou também a Embaixada de Portu-


gal, para entregar as primeiras bibliotecas do “Plano de Incentivo à Leitura”, projecto em desenvolvimento pelo “Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, junto da rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE)”.


Logo ao início da manhã, teve um pequeno-almoço


de trabalho com o seu homólogo francês, Jean-Marc Ayrault, e reuniu com o Presidente da República Francesa, François Hollande, após o que os dois Homens de Estado deram uma conferência de Imprensa conjunta.


Na embaixada de Portugal em Paris, após a entrega


das Bibliotecas, afirmou que a maior parte das pessoas não vê, infelizmente, ainda, uma grande oportunidade em Portugal, mas está a trabalhar-se muito intensamente para que essas oportunidades apareçam também, afir- mando: «O Governo está a trabalhar muito intensamente para criar oportunidades em Portugal, e para que o nosso País seja uma espécie de ancoradouro de gente de todo o Mundo».


O primeiro-ministro reiterou que o Governo olha para


Portugal “não apenas como um País que precisa de criar condições de realização pessoal e profissional para os seus cidadãos, em particular para os mais jovens”, mas também “como um ancoradouro de acolhimento para gente de todo o Mundo”.


“Como dizia Fernando Pessoa, a nossa Pátria é a


nossa língua. Não há apenas um objectivo económico quando pensamos na influência da língua. Sabemos que também há uma componente económica grande, mas antes dessa há muitas outras dimensões - vivenciais, culturais, civilizacionais - que estão adstritas à nossa língua”, afirmou.


Este plano, activado perlo Instituto Camões, prevê


acções de incentivo à leitura de obras de autores por- tugueses ou de língua portuguesa, junto das crianças e jovens que frequentam os cursos de língua e cultura portuguesas do Instituto, na África do Sul, Alemanha, Andorra, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Fran- ça, Luxemburgo, Namíbia, Países Baixos, Reino Unido, Suazilândia, Suíça e Zimbabué.


Para Pedro Passos Coelho, as mudanças que o Gover-


no vem operando no EPE podem ser uma ferramenta para que, “no mundo que temos, e embora em circunstâncias muito diferentes”, Portugal “possa ser novamente um ancoradouro de muitas experiências no mundo, de muita gente no mundo”.


“Isso não só nos pode beneficiar extraordinariamente,


como pode ser uma forma de nós ajudarmos também e influenciarmos os outros a partir da nossa Pátria; e a partir de todos os locais onde existe um pouco de Portu- gal, porque ali se fala a nossa língua”, concluiu.


“Esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos”, considera Hollande


Ao início da manhã, o Primeiro-Ministro teve um


pequeno-almoço de trabalho com o seu homólogo fran- cês, Jean-Marc Ayrault, sem declarações finais.


Mais tarde, o Presidente da República francesa, Fran-


çois Hollande, recebeu o Primeiro-Ministro português. Ele e Pedro Passos Coelho, estiveram juntos no Eliseu, em conferência, quase uma hora e Hollande considerou publicamente que os “difíceis esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos”.


Em conferência de imprensa, ao lado de Passos Co-


elho, Hollande afirmou reconhecer “os esforços difíceis que Portugal está a fazer”, não deixando de sublinhar “as consequências desses esforços”, nomeadamente ao nível social, mas considerando que eles “começam a dar frutos”.


“Tenho confiança no regresso de Portugal aos mer- cados”, disse.


Portugal participará nos esforços para estabilizar o Mali


Por seu lado, Passos Coelho, afirmou que Portugal vai


participar, “no quadro da União Europeia”, nos “esforços” exigidos pela intervenção da França no Mali, no domínio da formação das forças malianas, com “as possibilidades de que o nosso País dispõe”.


“Não deixaremos de participar nos esforços, no qua-


dro da UE, que serão desenvolvidos em relação ao Mali. Isso reflectirá as possibilidades de que Portugal dispõe. Como todos sabem, estamos a atravessar dificuldades económicas bastante importantes, que não nos deixam fazer uma intervenção ao nível militar”, disse Pedro Passos Coelho, em conferência de imprensa, ao lado do


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