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Presidente


necessário, o Governo identificará medidas de correcção no âmbito da “revisão das políticas públicas”. “No âmbito do exercício de revisão de políticas públi-


cas a que o Governo está a proceder não deixaremos de identificar medidas também que possam ser utilizadas em 2013 para esse fim se isso for necessário”, disse.


Heloisa Apolónia falou pelos “Os Verdes” e confundiu “previsões” com “certezas”


Heloísa Apolónia representou o “Partido Ecologista


Os Verdes”, o último e mais pequeno partido a intervir no debate quinzenal, falando em “crescimentozinho”. “Vão-se prevendo recessões” a cada ano que passa,


diz a deputada, descartando as previsões de crescimento do Banco de Portugal. A deputada de “os Verdes” começou por afirmou


que “era lógico” que com as medidas de austeridade, o desemprego iria aumentar e advertiu que há pessoas a sair do sistema nacional de saúde e do sistema de ensino por falta de condições económicas. “O senhor primeiro-ministro continua a falar do


momento da viragem que nunca mais chega”, criticou, acusando o primeiro-ministro de ter “falhado em tudo” desde que tomou posse. Na resposta, Passos Coelho reiterou acreditar que


2013 será um ano importante para preparar o cresci- mento da economia que o Governo prevê em 2014 e


defendeu que as previsões são “exercícios” que se fazem com a informação disponível na altura. Heloísa Apolónia falou a Passos Coelho sobre as


previsões do Banco de Portugal que apontam para uma recessão de 1,9 por cento, quase o dobro do esperado pelo Governo, 1 por cento. Na resposta, Passos Coelho reiterou acreditar que


2013 será um ano importante para preparar o cres- cimento da economia que o Governo prevê em 2014 e defendeu que as previsões são “exercícios” que se fazem com a informação disponível na altura – por isso se chamam “Previsões” e não “Certezas” “O Banco de Portugal” disse Passos, também prevê


que algures ao longo deste ano haverá uma inversão de tendência no ciclo económico e que isso nos permitirá, evidentemente, pressupor que não estamos dentro de uma espiral em que a recessão é cada vez maior, mas estamos justamente a controlar a situação recessiva e a preparar o terreno para o crescimento”, afirmou. No entanto, acrescentou, “saber exactamente qual


é o mês em que vai ocorrer uma inversão de tendência ou o nível de crescimento, isso só um bruxo o poderia dizer … e eu não sou bruxo!”, afirmou. *


Entretanto, a Presidente da Assembleia advertiu o


Primeiro-Ministro que tinha acabado o seu tempo e, às 11h e 4, deu como terminados os trabalhos. E assim Pedro Passos Coelho não teve tempo para uma última resposta a Heloísa Apolónia. – Fontes: Lusa, LR


Regresso aos mercados representa “um momento de viragem” para Portugal


Jorge Moreira da Silva, em conferência de Imprensa, afirmou


que a emissão de dívida de longo prazo, prevista para quarta- feira, dia 23, bem como o pedido de alargamento dos prazos de pagamento da dívida, resultam de uma estratégia acertada implementada pelo Governo português.


O vice-presidente do PSD considera que as notícias mais


recentes, que culminam com a operação de regresso aos mercados, traduzem um “momento de viragem” em Portugal.


Entre os eventos citados por Moreira da Silva está a coloca-


ção, na semana passada, de dívida com maturidade a 18 meses a juros favoráveis; o anúncio do ministro das Finanças de que a execução orçamental de 2012 ficará dentro dos limites previstos; o facto de o Banco de Portugal apontar para o final de 2013 a inversão da situação económica e do crescimento e a iniciativa do Governo em pedir no Eurogrupo uma extensão dos prazos dos empréstimos concedidos pelos fundos de resgate do euro.


Esses dados, em conjunto com operação de colocação de


dívida de longo prazo prevista para amanhã, “traduzem um momento de viragem na nossa situação económica e financei- ra”, insistiu, Jorge Moreira da Silva, na conferência de imprensa que deu após um encontro da comissão política.


O vice-presidente do PSD aproveitou ainda para contrariar António José Seguro, que pouco antes tinha dito que o pedido


de extensão dos prazos de pagamento vinha dar razão ao PS e devia ter sido implementado há um ano. “Ao contrário do que possam querer fazer crer”, este pedido ao Eurogrupo e o regresso de Portugal aos mercados, “resulta de uma estratégia acertada”, que passou primeiro por “cumprir as metas orçamentais” e implementar um conjunto de reformar estruturais. O objectivo passa por, “o mais depressa possível, reconquistar a soberania e a liberdade de escolha”, regressando aos mercados e cumprindo memorando de ajustamento.


Reconhecendo que esta “estratégia deu origem a um conjunto de sacrifícios pedidos aos portugueses”, Moreira da Silva adiantou que também deu resultados.


Citou a redução da despesa pública, avaliações positivas da ‘troika’, a subida das exportações, a descida dos juros da dívida pública e a flexibilização no memorando. Para Moreira da Silva, foi em resultado desta estratégia que foi possível solicitar no Eurogrupo uma “melhoria das condições de pagamento da dívida, para regressar


aos mercados o mais depressa possível”. “A estratégia acertada é esta e não a que o PS vinha defendendo”, afirmou Moreira da Silva, salientando que o que o PS defendia era “mais troika e mais dinheiro”,


ou seja “mais crédito e mas endividamento junto da troika”. O “PS estava convencido que Governo não conseguiria atingir as metas orçamentais e precisaríamos de mais tempo, ou seja, mas dinheiro. A estratégia do governo


revelou-se adequada e a expectativa do PS revelou-se incorrecta”, acrescentou. Depois de reforçar que os resultados desta estratégia são “extremamente positivos”, Moreira da Silva apelou ao PS para que se junte ao governo nas reformas


estruturai que vão além do memorando de entendimento. Portugal emite pela primeira vez, desde Fevereiro de 2011, 2,5 mil milhões de euros em obrigações a cinco anos.


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