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Presidente


na agenda os seus programas de Governo? Por que razão estão alguns tão interessados em colocar na agenda as condições que vão pedir aos portugueses em termos eleitorais?”. “Por que razão, quando – patrioticamente - o que


nós devemos exigir de todos é um esforço supremo para vencer a crise e para reganhar a autonomia do País (a viragem financeira está no horizonte próximo), estão alguns tão interessados em olhar para o seu umbigo e para as suas perspectivas eleitorais?”, perguntou Pedro Passos Coelho. Antes, Luís Montenegro considerou “curiosa e inco-


erente a ambição do deputado António José Seguro de ter uma maioria absoluta”, que o líder do PS justificava com a necessidade de estabilidade política. “Ora, neste momento, existe estabilidade, há uma


maioria absoluta, logo estas permanentes tentativas de destabilização são Seguro a “…desejar para si aquilo que existe e ele não respeita nos outros”. Segundo o líder parlamentar do PSD, o secretário-


geral do PS terá “algumas razões internas” – que o PSD não conhece… - para querer eleições, mas isso não acontecerá: “As eleições legislativas serão em 2015”. Luís Montenegro, que exibiu um conjunto de grá-


ficos para assinalar a evolução das taxas de juro da dívida pública, das exportações e da despesa pública primária, disse que esses gráficos mostravam as “linhas vermelhas” dos resultados da governação, numa alusão à expressão que o secretário-geral do PS, António José Seguro, tinha utilizado para definir aquilo que poderia levar os socialistas a apresentar uma moção de censura ao Governo. Em defesa dos resultados da governação, e em apoio


aos gráficos apresentados, o líder parlamentar do PSD recorreu ainda às palavras de um socialista, o presiden- te francês François Hollande, com quem Passos Coelho esteve reunido, em Paris, na quinta-feira: “Os difíceis esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos”. Passos Coelho congratulou-se com a apresentação das


“linhas vermelhas do PSD” e afirmou que Portugal está perto de “vencer a situação de emergência” e recuperar a autonomia de financiamento, porque tem cumprido o essencial dos seus compromissos, dentro dos prazos estabelecidos. O primeiro-ministro sustentou: “Esses resultados


demonstram que os esforços que o País tem vindo a fazer apontam no sentido certo e significam que estamos próximos de vencer a situação de emergência”. Passos Coelho lembrou que o Governo PSD/CDS-PP


herdou “uma situação que era desesperada: sobreendi- vidamento, desequilíbrio externo, desequilíbrio interno e de falta de competitividade” e conseguiu, com o Povo Português e os seus enormes sacrifícios e inquebrantável vontade – uma trajectória de correcção desses factores “num tempo recorde”.


O Primeiro-Ministro ressalvou que, no que respeita à


redução do défice público, Portugal levará “mais tempo a chegar ao objectivo”, afirmando que “esse ajustamento não é possível de ocorrer mais rapidamente”, embora ele esteja a ser reduzido, sobretudo pelo lado da despesa. “Mas os nossos parceiros internacionais e europeus


concederam-nos essa flexibilização [das metas do dé- fice] porque sabem que nós estamos, em tudo o mais, a cumprir escrupulosamente”, alegou Passos Coelho. De acordo com o primeiro-ministro, “em tudo o res-


to”, Portugal está a atingir os resultados pretendidos, dentro dos prazos pretendidos. “Nós estamos a chegar aos resultados que pretendí-


amos para poder retomar a nossa autonomia em termos de financiamento, quer para o Tesouro, quer, de forma induzida, para a economia privada”, afirmou Passos Co- elho, defendendo que só assim será possível recuperar a criação de emprego e o crescimento económico. Luís Montenegro volta a afirmar: “Todos nós quere-


mos ver a troika fora de Portugal o mais depressa possível O Primeiro-Ministro afirma “Temos de mostrar aos


nossos parceiros internacionais que somos gente de confiança e que iremos honrar os nossos compromissos”, diz o Primeiro-Ministro. Abordando o egrégio relatório do FMI, “… é um contributo, mais um dos que foram pedidos, para ajudar a nossa avaliação e a formação das nossas decisões. Não é a Bíblia, é um documento de apoio e o


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