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O PSD e o Governo


PSD apresentou proposta para criar uma Comissão Eventual para a Reforma do Estado


Os deputados da maioria apresentaram um projecto


de resolução que defende a constituição de uma Comissão Eventual para a Reforma do Estado. No entender de Teresa Leal Coelho, os deputados estão legitimados para fazer aquilo que os portugueses há muita anseiam: criar uma matriz de desenvolvimento humano, económico e social que seja sustentável.


A vice-presidente da bancada do PSD lembrou as


responsabilidades do PS no sistema democrático, que o obrigam a participar neste debate e a discutir quais as funções do Estado e aquilo que deve ser a sua dimensão. “O deputado manifestou a disponibilidade da bancada do PS para promover esse debate, já a partir de amanhã, e nós convidamos o PS a integrarem esta Comissão para que, nesse âmbito, possamos discutir aquilo que os por- tugueses querem ver discutido: a criação de condições de sustentabilidade que não nos coloquem, nunca mais, nas circunstâncias em que nos colocámos”, alertou.


“O País está a pagar muito caro o falhanço governativo do PS”


“Cumprimos até ao momento um ano e meio desta legislatura. Sabemos que as dificuldades têm sido muitas e são


conhecidas. Sabemos que o esforço que o País fez e os sacrifícios que os portugueses enfrentaram e enfrentam são as- sinalados. E sabemos que o País teve de travar a fundo e inverter o caminho que vinha dos governos anteriores. E esta decisão foi tomada pelos portugueses em eleições. Este Governo e esta maioria têm toda a legitimidade e têm a respon- sabilidade de serem firmes, pacientes e persistentes. Até porque à nossa firmeza, paciência e persistência se contrapõe o tacticismo, a impaciência e a falta de credibilidade da oposição, em especial do PS”. Foi com esta contextualização que o presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, iniciou a sua intervenção, no debate quinzenal com o Primeiro-Ministro, dia 18. O líder da bancada do PSD afirmou que ainda está “o País a pagar caro, muito caro, o falhanço governativo do PS, estão


os portugueses a pagar muito caro as facturas socialistas e já vêm os mesmos, de ‘fato novo’, a dizerem que querem eleições e que estão preparados para desbaratar o esforço que estamos a fazer e até querem uma maioria absoluta”. Perante esta falta de descaramento dos socialistas, Luís Montenegro considera “curiosa e incoerente a ambição” do


deputado António José Seguro de ter uma maioria absoluta. “Diz ele que é em nome da estabilidade de executar políticas. O deputado Seguro exige para si o que parece não respeitar nos outros. Que credibilidade tem alguém que quer para si aquilo que não é capaz de reconhecer nos outros. As eleições legislativas serão em 2015”. Mas perante esta ambição dos socialistas, Luís Montenegro questionou o porquê deste interesse, dando a resposta


de imediato: “será por causa do aumento consistente das nossas exportações, da descida consistente da despesa pública do Estado, da descida consistente das taxas de juro. Numa palavra, os difíceis esforços que Portugal está a fazer estão a dar frutos. François Hollande disse-o e tem toda a razão. É por estas e por outras que o PS queria ter eleições já. Nós


estamos a semear para colher e o PS quer desbaratar o esforço feito e prejudicar a colheita.” Tendo em conta estes dados positivos, o deputado questionou a Pedro Passos Coelho se, sem euforias e sem ilusões, estes resultados dão ou não alento ao País para atravessar as dificuldades por que passa.


“O PS está numa corrida à popularidade” Na sequência das Jornadas Parlamentares do PS, o deputado Miguel Santos interveio para registar dois


pontos em relação a esse acontecimento. O primeiro refere-se à “vontade envergonhada” do PS de pedir a realização de eleições antecipadas. “Depois de vários deputados falarem nisso, o secretário-geral do PS assumiu, nas Jornadas, que deu instruções para o Laboratório de Ideias acelerar os seus trabalhos porque a espectativa de eleições aproxima-se e convém que o PS tenha alguma coisa para dizer ao País. Se querem eleições juntem-se à esquerda comunistas. Digam-no. Mas afirmem isso sem vergonha perante o País”, afir- mou vice-presidente do grupo parlamentar, que acusou o PS de não apresentar alternativas.


O segundo ponto incoerente das Jornadas foi a ADSE. Recordou Miguel Santos que, primeiro, veio o co-


ordenador para a área da saúde apresentar uma proposta sobre a ADSE, mas que rapidamente veio o líder parlamentar afirmar que extinguir a ADSE não era uma prioridade. Miguel Santos foi peremptório: “Percebemos porquê, mas o deputado José Lello fez o favor de esclarecer ao País todo o porquê do PS não querer discutir o papel da ADSE: é que a maior parte dos funcionários públicos, na percepção do deputado José Lello, são eleitores do PS. O PS está numa corrida de contenção interna do seu líder e está numa corrida de popularidade, perante a população, das medidas que quer tomar”.


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